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domingo, 22 de julho de 2018

Aprendizagens essenciais até ao 9º ano de escolaridade

 


 


 


As aprendizagens assenciais (AE) referidas são homologadas pelo Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho.


 



Componentes do currículo



1. º Ciclo



2. º Ciclo



3. º Ciclo



1.º Ano



2.º Ano



3.º Ano



4.º Ano



5.º Ano



6.º Ano



7.º Ano



8.º Ano



9.º Ano



Português



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Matemática



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Estudo do Meio



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Educação Artística

Artes Visuais



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Expressão Dramática/Teatro



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Dança



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Música



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Educação Física



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Inglês



 



 



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TIC



 



 



 



 



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História e Geografia de Portugal



 



 



 



 



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Ciências Naturais



 



 



 



 



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Educação Visual



 



 



 



 



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Educação Tecnológica



 



 



 



 



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Educação Musical



 



 



 



 



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Língua Estrangeira II

Alemão



 



 



 



 



 



 



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Espanhol



 



 



 



 



 



 



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Francês



 



 



 



 



 



 



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História



 



 



 



 



 



 



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Geografia



 



 



 



 



 



 



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Físico-Química



 



 



 



 



 



 



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Educação Moral e Religiosa Católica


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Português Língua Não Materna

Nível A1



Nível A2



Nível B1



 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

"Vou chumbar a Língua Portuguesa..."

 


 


 Contributo recebido por email.


 


"O texto que vai ler é da autoria de Teolinda Gersão. Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Escreveu-o depois de ajudar os netos a estudar Português. Colocou-o no Facebook.


 



"Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.


No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados; almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.


No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa. No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?


A professora também anda aflita. Pelo visto, no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)


Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.


E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.


João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática."



 

sábado, 16 de julho de 2016

do sucesso escolar e do financiamento

 


 


 


 


O Governo criou um programa para o sucesso escolar (PSE) que as escolas devem operacionalizar. Para além do tradicional mais do mesmo que remete para a escola um caderno de encargos insuportável e ausenta a sociedade, o que mais obriga a umas beliscadelas é a existência de empresas que se dedicarão a elaborar os tais PSE´s. Leu bem. Empresarialização em modo outsourcing e desculpem os inglesismos para mais em tempo de brexit. Sim, é risível que programas com estas características tenham este trato. Isso reforça os argumentos de quem desconfia que, para além do temor justificado com a epidemia caciquista, a tal municipalização passa muito pela guloseima do aparelhismo com fundos estruturais. Como dizia um antigo pedagogo: tudo-está-ligado-a-tudo-nada-está-solto-de-nada.


 


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quinta-feira, 21 de maio de 2015

demasiado mau

 


 


 


É muito mau que o actual MEC consiga que a suspensão do programa de Matemática A do secundário seja hoje votada na Assembleia da República. Nuno Crato pode estar há muito em fim de festa, mas isso não justifica tanta terraplenagem.

terça-feira, 2 de julho de 2013

posição da associação de professores de matemática

 


 


 


 


Recebi por email com pedido de divulgação.


 


 


 



 








"Posição da direção da Associação de Professores de Matemática face à recente homologação do Programa de Matemática para o Ensino Básico


 


A direção da APM tomou conhecimento da recente homologação do programa de Matemática para o Ensino Básico que tem como essência as Metas Curriculares de Matemática (agosto 2012) e sobre as quais já anteriormente se pronunciou. Manifesta publicamente, mais uma vez, total discordância com esta alteração inoportuna e inapropriada de programas e bastante preocupação com as consequências que certamente daí advirão. O programa agora homologado apresenta apenas alterações de pormenor à proposta colocada à discussão, pese embora as extensas e profundas críticas que mereceu da parte de instituições e grupos de professores que entenderam tornar públicos os seus pareceres.


No momento em que os resultados nacionais (prova final do 1º ciclo) e os resultados dos testes internacionais TIMSS e PISA mostram melhorias na aprendizagem dos alunos portugueses, a direção da APM estranha as decisões do Ministério da Educação (MEC). Continua a considerar fundamental que os estudos de avaliação realizados sobre a experimentação e a fase inicial da implementação do PMEB de 2007 sejam tornados públicos.

 


Lembra que, ao contrário do que tem sido dito pelo MEC e pelos autores das metas e do programa agora homologado, as perspetivas de aprendizagem por ele veiculadas divergem substancialmente das orientações curriculares de países considerados de referência nesta matéria e distanciando-se das indicações subjacentes aos estudos internacionais promovidos pela OCDE e outros organismos, como o PISA e o TIMSS. Ora, estes estudos, no que concerne à Matemática, centram-se nas aprendizagens que são consideradas como fundamentais à vida do dia-a-dia, à vida profissional — mas também ao desenvolvimento do conhecimento científico e do progresso das nações — entre as quais se encontram o raciocínio e comunicação matemáticos e a resolução de problemas, bem como o cálculo mental e as estimativas e as conexões matemáticas. A ser efetivamente adotado este programa, que desvaloriza estas aprendizagens, os resultados dos alunos portugueses nesses estudos correm grandes riscos de vir a piorar..

 


Reafirma que este programa vai pouco além do enunciar de uma lista de tópicos e subtópicos matemáticos e com as Metas Curriculares, de que decorre, estabelece um vasto conjunto de objectivos muito específicos numa formulação de cariz prescritivo, condicionando assim fortemente a liberdade e autonomia dos professores na determinação das suas opções metodológicas e sublinha que, para além da discordância com este documento que várias vezes deu a conhecer, continuam a persistir incorreções na versão agora homologada.

 


Alerta que a homologação deste programa culmina um processo apressado de que não foi dada justificação fundamentada, vem desprezar o trabalho que os professores têm estado a desenvolver nas escolas e com os seus alunos no âmbito do atual programa, fazendo tábua rasa de todo o investimento realizado no acompanhamento da aplicação desse mesmo programa iniciada em 2008/09 e na formação de professores desenvolvida no âmbito do Programa de Formação Contínua (2005-2011) em que estiveram envolvidos muitos milhares de docentes. Esta alteração precipitada vai certamente provocar grande instabilidade nas escolas, junto de professores e alunos, atingindo também pais e encarregados de educação; refere-se, a título de exemplo, que no próximo ano letivo, os alunos que entrarem nos 5º e 7º anos iniciarão o seu terceiro programa de Matemática, o que denota um total desrespeito pelos alunos.


 

A direção da Associação de Professores de Matemática entende pois que não há qualquer justificação para que esta medida seja implementada, com a agravante da pressa com que o processo está a ser conduzido e sem paralelo em qualquer outra disciplina; considera que ela será prejudicial para o ensino e a aprendizagem da Matemática no nosso país; e solicita, por isso, a anulação da homologação deste programa e a consequente manutenção do programa em vigor até que decorra tempo suficiente para que uma avaliação fundamentada da sua implementação possa ser realizada, permitindo, deste modo,  identificar eventuais deficiências ou fragilidades e formas de as corrigir.


 

 

A direção da APM

25 de junho de 2013"


terça-feira, 16 de abril de 2013

há quem fale numa espécie de cruzada

 


 


 


 


 


 


Nuno Crato anuncia de surpresa um novo programa de matemática para o ensino básico que indigna os docentes. Dá ideia que vem na linha dos achamentos curriculares que quase eliminaram o ensino das Artes e que desequilibraram a organização curricular num género de back to basics.


 


 


Anúncio de novo programa de Matemática no Ensino Basico indigna docentes


 


"A notícia foi recebida com enorme surpresa. Professores de matemática falam em "enorme vergonha"(...)".

sábado, 1 de outubro de 2011

para a pólis

 


 


Conhecer o que se leccionou no ano anterior ou seguinte, pode ser importante. Mas o que interessa mesmo é saber por onde é que os alunos começam. Não se justifica reunir periodicamente com quem lecciona noutro ciclo. Expiar a atribuição da culpa ao ciclo anterior, resolve-se com desburocratização e ausência de reuniões desnecessárias. A socialização deve ficar para a pólis, ao critério dos sujeitos e sem imposições articulares.


 


(1ª edição em 24 de Julho de 2010. Rescrito.)

sábado, 24 de julho de 2010

articular (2)

 



 


 


Os programas escolares ou têm coerência vertical por quem os elabora ou nunca a terão. A coerência horizontal será apenas, e ainda bem, uma consequência de acasos felizes e nunca imperativos. Conhecer-se o que se leccionou no ano anterior ou se vai leccionar no ano seguinte, é uma tarefa inerente à profissão docente. O ponto de partida é saber por onde é que os alunos podem começar. Pouco interessa reunir periodicamente com quem lecciona no ano antecedente ou precedente, e muito menos no ciclo anterior ou seguinte. O argumento que advoga que na reunião se expia a atribuição da culpa ao ciclo anterior, resolve-se com cultura, desburocratização e ausência de reuniões desnecessárias e sem agenda. A socialização deve ficar para a pólis, ao critério dos sujeitos e sem imposições articulares.


 


É megalómano afirmar que a ideia de 2000 alunos num mesmo amontoado de escolas se justifica com a necessidade de articular. O que sabemos é que a redução da escala humaniza. Num outro sentido, conhecem-se algumas vantagens para os alunos na frequência das poucas escolas básicas integradas. Conhecemos que essas vantagens centram-se na oferta escolar que o desprezado primeiro ciclo português pode usufruir ao integrar-se numa cultura organizacional com outra dimensão. E isso só se faz numa escala que permita que cada aluno, e cada professor, e cada funcionário, se sinta como um sujeito da instituição. Esta asserção aceita o sucesso de todos os tipos de combinações: escola 1; escola 1+2; escola 1+2+3, escola 1+2+3+S, escola 2+3, escola 2+3+S, escola 3+S ou escola S.


 


 


Fim.