Entrou um comentário de um encarregado de educação que teve a confirmação no dia seguinte: abriu o processo eleitoral para a formação do Conselho Geral (CG) do agrupamento de escolas de Santo Onofre.
O longo, atribulado e mediático processo de Santo Onofre vai conhecer mais um episódio. Como já escrevi, adquiri um bilhete de balcão e assisto ao que se passa no palco e nos movimentos à sua volta.
A história recente da instituição é o que se sabe. Terminou o mandato do Conselho Geral Transitório (CGT). Foi um dos exercícios de maior longevidade no género e, ao que me contam, foi caracterizado por episódios que inspirariam o saudoso cinema feliniano.
São muitos os "holofotes" nacionais que estão atentos aos desenvolvimentos em Santo Onofre. Quero sublinhar o seguinte: seria injusto para a maioria dos professores atribuírem-me uma responsabilidade objectiva pelo facto dos professores não terem constituído listas para o CGT. Isso só aconteceu na quarta tentativa e nas condições descritas no link que indiquei. Sempre estive, por imperativo democrático, à margem desse processo.
A comunidade nacional enalteceu a posição de Santo Onfre. Foi consensual. Todavia, é justo afirmar que o agrupamento ficou isolado na luta e que os restantes trataram da vidinha. Apesar disso, não observo sinais de arrependimento; bem pelo contrário. Vejo é uma profunda tristeza com o estado actual da organização. Não me parece, portanto, que a comunidade nacional deva ficar à espera que uma boa parte dos professores de Santo Onofre não diga basta.
Ainda do balcão, e como converso com quem se quer dirigir-me, consegui registar dois estados de alma no dia seguinte: amargura por parte de quem queria prolongar o mandato do CGT e alegria esfuziante de alguns dos que se bateram pela abertura do processo eleitoral para o CG. Deu para tirar conclusões. Emocionou-me verificar o grito de liberdade dos segundos. Impressionou-me mesmo.
Se Santo Onofre foi reconhecido em tempos como referência organizacional e estudo de caso, a história recente não lhe retira o estatuto de caso. Quem quiser perceber os motivos que levaram o país ao estado de pré-falência, basta estudar bem os fenómenos que originaram o estado actual daquele agrupamento de escolas.
Vocês são inesquecíveis... o tempo vos-vos fazendo justiça... à medida que passa... então daqui por mais uns tempos... sois GRANDES... BEM HAJAM
ResponderEliminarMeu caro Paulo,
ResponderEliminarÉs e serás sempre um guerreiro a defender as causas da educação, nomeadamente através de todo a criação e intervenção que tiveste e continuas a ter na defesa dos nossos interesses e da tua escola/agrupamento. Mas neste país, que rema só com um remo, e portanto anda à roda e não sai do mesmo sítio, está perfeitamente enquadrada a situação do CGE que foi transitório e agora vai ser definitivo. Há 10 ou 12 anos, era a Assembleia Constituinte que depois deu lugar à Assembleia Geral de Escola, que foi uma coisa esquisita nos estabelecimentos de educação e ensino, e à qual muitos presidentes do conselho directivo não ligavam nenhuma. Era assim! Agora passados 10 anos, volta o disco e toca o mesmo, só com a diferença de que agora os PCD ou Directores Executivos, são os 'Reitores'. Desculpa o desabafo, mas eu para estes peditórios já dei, até quase á exaustão, e agora...Abraços meu querido amigo.
Onde está Assembleia Geral de Escola deve ler-se 'Assembleia de Escola'
ResponderEliminarNão se vos pode pedir mais.
ResponderEliminarPlenamente de acordo.
ResponderEliminarAh grande professor Néné.
ResponderEliminarAbraço ao grande professor Paulo também.
Os blogs trabalharam que se farta na defesa do ensino público. As vozes da liberdade e pessoas corajosas. Bem hajam.
ResponderEliminarSaudoações leoninas aos três!!!
ResponderEliminarForam marcantes, carago.
ResponderEliminarToda a razão, Paulo.
ResponderEliminarEm devido tempo, muita gente bateu nas vossas costas, apareceu nas fotos, solidarizou-se...
Depois veio esse pântano que por aí se instalou e que era bom que fosse abanado...
Abç
Primeiro que tudo, um grande abraço ao meu amigo Nené que tão bem conhece o Paulo Prudêncio e que há muito me contou de quando e porque sempre apostou no Paulo. Sim, porque isto de passar por vários sítios e só haver informações positivas sobre o trabalho desenvolvido, não é mesmo para todos.
ResponderEliminarEm segundo lugar, talvez esclarecer que "transitório" significa : adj. Que dura pouco tempo; passageiro, breve.
A lei não esclarece o que é transitório e assim, para uns, tinha acabado o prazo, para outros, o T da sigla não interessava nada. Era transitório para toda a vida.
Em terceiro lugar e também contrariamente à opinião de muitas pessoas, quero sublinhar o agradecimento de um comentário anterior ao trabalho que os blogs têm feito em defesa da escola pública, que tal como já referi muitas vezes se encontra enferma, vítima de 4 cancros (entre outros):
- verticalização dos agrupamentos
- concurso titulares
-AEC
-Novo Modelo de Gestão
É de lavar a alma passar por este blog. Os comentários são elucidadtivos.
ResponderEliminarA "lama" tem sido muita, mas os botins são de óptima qualidade... quando a lama desaparecer, não tenham dúvidas que Santo Onofre vai-se erguer.
ResponderEliminarDesculpa, Isabel, mas aos 4 cancros eu junto mais uns quantos:
ResponderEliminar- egoísmo;
- ânsia de poder;
- insensatez
- ...
para todos
ResponderEliminarTambém reservei um lugar na coxia para contemplar novo episódio do folhetim da Casa Amarela.
ResponderEliminarSto. Onofre merecia melhor desfecho, não me venham dizer que foi por causa da conjuntura internacional!
Agora choram pelos cantos.......daqui a algum tempo é vê-los a justificarem o que não tem justificação..............PARABÉNS ONOFRINHOS
ResponderEliminarTem mais uma vez toda a razão Caro Professor Paulo. Ansiamos por melhores dias e queremos acreditar nisso para bem dos nosso filhos.
ResponderEliminarBem hajam as pessoas de Santo Onofre que têm a coluna direita.
concordo que se renova a esperança em dias melhores mas depois têm de mudar a direcção... enquanto essa mudança não se verificar...
ResponderEliminarTADINHOS E TADINHAS!!!
ResponderEliminarVocês merecem tudo. Ninguém vos esquece.
ResponderEliminarBjos de quem fugiu do manicómio em que se tornaram as escolas.
...e depois... corram com a CORJA!!!
ResponderEliminar"Quem quiser perceber os motivos que levaram o país ao estado de pré-falência, basta estudar bem os fenómenos que originaram o estado actual daquele agrupamento de escolas."
ResponderEliminarPois, do local ao global. Fenómenos semelhantes
Passo a passo a escola, a agora sede de agrupamento, voltará ao caminho que fez dela uma espaço de excelência. É essa a esperança da comunidade caldense.
ResponderEliminarAbração.
Corrigido: Passo a passo a escola, agora sede de agrupamento, voltará ao caminho que fez dela uma espaço de excelência. É essa a esperança da comunidade caldense.
ResponderEliminarAbração.
"Se Santo Onofre foi reconhecido em tempos como referência organizacional e estudo de caso, a história recente não lhe retira o estatuto de caso. Quem quiser perceber os motivos que levaram o país ao estado de pré-falência, basta estudar bem os fenómenos que originaram o estado actual daquele agrupamento de escolas." ... e chegava.
ResponderEliminar"O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, acha que o Estado português “é ladrão” porque não permite a acumulação de pensões de aposentação com qualquer tipo de salário no sector público". Com políticos destes qualquer país vai à falência e não só com os mentirosos que serviram os xuxialistas...
ResponderEliminarViva a todos.
ResponderEliminarAbraço especial ao Néné que raramente comenta. Só agora porque estive fora.
O comentário do meu caro amigo Néné tem uma frase que fez rir com vontade: "Mas neste país, que rema só com um remo, e portanto anda à roda e não sai do mesmo sítio (...)" Lapidar. Desta vez parece que conseguiu um feito maior: recuar só com um remo e ficar próximo de se afundar.
Aquele abraço e obrigado.
aos dois
ResponderEliminarcai bem
ResponderEliminarViva Paulo.
ResponderEliminarIsso. Pareceu-me justo sublinhar isso. Santo Onofre recebeu solidariedades várias e institucionais, mas comportamentos semelhantes é que não.
Não esquecemos o teu apoio, meu caro.
Aquele abraço
uma para ti
ResponderEliminarpara os dois
ResponderEliminarPassarei por lá Bulimunda
ResponderEliminarpara os outros dois
aos encarregados de educação; obrigado.
ResponderEliminarViva Delfim, Rute e restantes comentadores.
ResponderEliminarAbraço a todos.
uma para a Isabel tb
ResponderEliminarQuerer fazer uma cortesia a todos dá nisto; um obrigado tb para quem sente que lava a alma ao passar por aqui
ResponderEliminarUNIDOS VENCEREMOS!!!
ResponderEliminarO quer aconteceu a Portugal? Os portugueses imigrantes têm desgosto com as notícias. Esperamos que o mau tempo passe depressa.
ResponderEliminarCumprimentos professor.
Abraço para ti tb Ricardo.
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