E não é que o mainstream político "passa horas" a discutir a dispensa de profissionais no 1º dia de aulas para o acompanhamento dos alunos. E há mesmo discussões acesas. Impressiona esta fuga do real e das prioridades.
E não é que o mainstream político "passa horas" a discutir a dispensa de profissionais no 1º dia de aulas para o acompanhamento dos alunos. E há mesmo discussões acesas. Impressiona esta fuga do real e das prioridades.
É o CDS quem Governa o MEC e a ofensiva em curso de destruição da escola pública só pode ter duas explicações: o pequeno partido da direita radical está em roda livre ou está a aplicar um qualquer acordo secreto dos partidos do memorando que deixou cair a escola pública.
Alguma da intenção legislativa dos últimos dias ainda requer regulamentação e o tal de guião da reforma do estado já parece em descrédito acentuado. Um qualquer optimista podia crer que tudo isto não passa de uma farsa destinada a esconder o essencial para os partidos do bloco central: aplicar cortes a eito de modo a que o regresso aos mercados aconteça quando o Governo cair e este protectorado terminar. Falta perceber, para esta última hipótese, se Passos Coelho capitulou de vez dentro e fora do PSD.
Pacheco Pereira deve ter informação privilegiada. E hoje anunciou que na estratosfera já não há só Florete: há molhos também. De qualquer dos modos, é inadmissível que estes actores se esqueçam das pessoas, do desgaste que isto vai provocando na escola pública e que levará décadas a recuperar.
Compreende-se a posição da instituição presidência da República e o jornalista já se desculpou. Mas esta polémica não deixa de ser um bocado estratosférica. Para além do estado da nação, há todo um oceano de ofensas mais graves que só não são notícia porque os autores não se notam tanto.
O quarto poder está mais do que consolidado e quem não aparece nas suas teias não existe, sabemos isso.
Mas a web 2.0 e as redes sociais, e apesar de fenómenos relativamente recentes, influenciam os estatutos sociais e podem alterar as regras do jogo mediático. Se o presidente usa o facebook para as suas mensagens também deve ler, e processar, o que por lá se publica.
Diz a RTP que dos 500 mil habitantes do Luxemburgo 100 mil são portugueses e que a actualidade de muitos emigrantes é catastrófica. Há pessoas com filhos pequenos que nem a escola frequentam e a total "ilegalidade" impede qualquer rendimento. É já numeroso o regresso promovido pelo consulado português, a exemplo do que acontecia nos tempos que pensávamos irrepetíveis.
A partir de 9 de Janeiro de 2013 é preciso visto para entrar em Moçambique, disse-me alguém da TAP. A embaixada de Moçambique em Lisboa só emite 30 vistos por dia e as filas de espera formam-se às 04h00 da madrugada, acrescentou. O visto só é concedido com uma série de garantias, tal a degradação da vida em Maputo para muitos dos portugueses, complementou.
Ainda está na nossa memória o que se fazia no aeroporto da Portela com a proibição de entrada a moçambicanos e angolanos que nos imploravam refúgio. Mas que grande lição da história. Muitos, como os que estão na imagem, advogavam a proibição e agora estimulam os seus compatriotas a passarem por esta humilhação como se fosse uma oportunidade. Aos oportunistas nunca escapa o conceito de oportunidade.
Estou a ouvir Bernardino Soares na SICN a abespinhar-se ligeiramente com os que advogam cortes no orçamento do parlamento. Para o dirigente comunista esses cortes simbólicos não passam de amendoins e estão colados a um discurso antidemocrático, populista e por aí fora.
Era bom que não nos esquecêssemos que estamos num país em que um número cada vez mais significativo de crianças chega à escola com fome. Os encarregados de Educação estão desesperados sem saber o que fazer e vão ouvindo estas coisas dos defensores oficiais dos trabalhadores.