Temos lido notícias assim ao longo dos anos.
O pragmatismo alemão, e não só, claro, negoceia em todas as latitudes.
Esperemos que os cidadãos da Coreia do Norte vejam alguma luz.
Temos lido notícias assim ao longo dos anos.
O pragmatismo alemão, e não só, claro, negoceia em todas as latitudes.
Esperemos que os cidadãos da Coreia do Norte vejam alguma luz.
(Este texto foi escrito em Junho de 2004.
Resolvi reescrevê-lo e reeditá-lo)
A história não se repete, pelo menos exactamente, e é arriscado prever o desenvolvimento desta crise. Um aspecto nada favorável na condição portuguesa é a situação do actual presidente da República. Não só pelo "monstro" que projectou como resposta à necessidade de votozinhos, mas principalmente pelas diabruras (um eufemismo para designar os inúmeros casos de polícia) de colaboradores seus ao longo dos tempos. Os dois fenómenos associados, são, inquestionavelmente, os mentores do estado em que estamos. O mundo ocidental foi devastado por tsunamis semelhantes. A situação agrava-se com a parecida condição de uma parte significativa da classe política que tem passado pelos governos.
Ontem houve manifestações que envolveram milhares de pessoas.
Milhares marcharam em Lisboa contra "orçamento de agressão"
Centenas de polícias, de militares da GNR e de guardas prisionais juntaram-se hoje às dezenas de milhares de funcionários públicos que se manifestaram em Lisboa contra o “orçamento de agressão”.
É risível ler algumas declarações.
O governo grego decidiu dar voz institucional ao povo. Atitude corajosa ou de quem já não sabe o que fazer? De um modo ou de outro, ou até por outra razão, o que é certo é que os gregos fizeram estalar os consensos nos bastidores do euroviete supremo e nos seus satélites. A categoria satélite pode, neste caso, ter uma influência determinante e ditar as regras do jogo.
Repare-se nas reacções.
Papandreou põe o povo a decidir sobre novo pacote e mais austeridade
Sarkozy e Merkel “determinados” a aplicar plano de resgate à Grécia
Bolsas europeias afundam-se após anúncio de referendo da Grécia
Barroso diz estar confiante no cumprimento da Grécia
Entretanto, os citados satélites movimentam-se.
Por cá, é mais no registo comediante e de avanços e recuos.
Offshore da Madeira. Governo volta atrás e mantém isenções fiscais
E os outrora eurocépticos e acérrimos defensores de referendos baralham-se e...
"Não há que recear ou esperar,
mas procurar novas armas”.
Deleuze, Gilles,
em Política e Modernidade,
página 11.
Não gostei da sobranceria (isto para ser brando) que o chefe do governo usou para se referir aos jovens que interromperam, em Viseu, um comício do PS. Foi de muito mau gosto que tivesse dito que era uma partida de Carnaval e demonstrou como a estratosfera portuguesa, que viveu de benesses ilimitadas e de outras coisas mais, não aprendeu nada com o que se está a passar no mundo e continua num registo predador. Tenho ideia que este PS estava eufórico com o não chumbo na Alemanha na semana passada e foi mais uma demonstração da obstinada pobreza de espírito.
Os jovens da "geração à rasca" exerceram aqui um direito de resposta à SIC e ao eterno combatente anti-causas-dos-professores Miguel S. Tavares. Não sei se valeu muito a pena. No texto também se demarcaram de um movimento do facebook que reivindica "Um milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política". A primeira vez (fiz umas três) que postei nesse grupo foi no sentido de se mudar a designação para "Um milhão em protesto na Avenida da Liberdade" e que o caderno de encargos se podia construir ao longo do tempo. Também me pareceu que algumas destas iniciativas fracassarão, mas isso acontecerá pelo elenco das propostas e nunca por falta de espaço.
A razão normalmente vence. O tempo de espera para a sua realização é que pode ser longo. Nesse caso, a exigência remete-nos para duas parcerias: a da razão com a paciência e a da razão com a determinação.
Mangualde vai ter praia com água salgada, tela a simular o horizonte e bolas de Berlim
Faz tempo que me insurgi contra o facto de se andar por praias algarvia a perseguir as bolas de berlim enquanto as clínicas privadas ilegais passavam despercebidas, com site e tudo. Em Mangualde não deverá existir esse problema.
O bloco central não tem emenda. Remete para o populismo, e para a inveja, a limitação à remuneração dos gestores públicos e os satélites fazem a restante coreografia.
"Os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que propunham limitações nas remunerações dos gestores públicos foram chumbados no Parlamento com os votos contra do PS e PSD."
Conheci o Paulo Moura através de um amigo comum. Foi no século passado. Veio à nossa escola falar com alunos sobre jornalismo "arriscado". Almoçámos e conversámos muito sobre os riscos do antigo jornalismo denominado de independente. O Paulo Moura é uma pessoa que vai onde quase ninguém quer ir. Já o seguia, mas fiquei ainda mais atento. Hoje, como pode ler aqui, está no Cairo e arriscou a vida para contar a história com os seus olhos. É com gente assim que o mundo avança e não o contrário.