Mostrar mensagens com a etiqueta coisas arriscadas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas arriscadas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

o velho pragmatismo

 


 


 


 


 



 


 


Temos lido notícias assim ao longo dos anos.


O pragmatismo alemão, e não só, claro, negoceia em todas as latitudes.


Esperemos que os cidadãos da Coreia do Norte vejam alguma luz.


 


 


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

bandeira branca hasteada por um dia

 


 


 


 


 


 


 


 


 


(Este texto foi escrito em Junho de 2004.


Resolvi reescrevê-lo e reeditá-lo)


 


 


 


Passei uma tarde encantadora. Foi um descanso merecido para um corpo que vai aturando maçaduras diversas. O dia soalheiro ajudou, a cadeira de jardim encorpou-se de vez e as leituras estavam a condizer. Se a perfeição existe, estive lá perto. Foram momentos de um prazer indizível. Argumentei-me em cadeia e fiz sínteses que me elevaram as motivações. Tenho tardes assim.

 

Mas hoje, uma das leituras fez-me viajar para muito longe das letras que os meus olhos percorriam. Fiz uma visita à minha memória. Um dos meus exercícios predilectos, pois não obedece a muitas formalidades nem aos necessários - para outros tipos de visitas, é claro - pormenores protocolares. A meu gosto. Entro por ali adentro, pesquiso à minha vontade e o tempo que eu quiser, realço o que mais me interessa, embora e vezes sem conta, tropece em acontecimentos menos agradáveis. 


Foi hoje o caso. Lembrei-me do meu serviço militar. Vinte e poucos anos, muito poucos mesmo, e zero tiros no currículo. De uma hora para a outra raparam-me os caracóis, encheram-me de fardas e de sei lá mais o quê e disseram-me: vais ser comando, a honra suprema de um jovem português.

 

Chamavam-me de Prudêncio, o meu último nome, coisa que até aí me parecia exclusivo do meu saudoso e querido pai. Fui obrigado a fazer uma tropa de voluntários com detalhes engraçados: perguntavam-me: és voluntário?; respondia: não. Nos papéis punham a cruz no sim e quando mais refilasse pior: aprendi rápido e sentenciei: se tem de ser, vamos a isso.

Depois foi aquilo que se sabe. Mesmo com uma estrela aos ombros, já que ali éramos todos iguais, valha-lhes isso, a dureza e a brutalidade diárias sucederam-se até o horror se instalar. Lembro-me, entre tantas coisas tremendas, de saborear um naco de pão duro barrado com pelos da barba e sangue. Ou então, de me deitar em terrenos cravejados de balas que tinham acabado de cair. Violência acumulada em meses sem fim. Valeu-me a ausência da guerra. Não sei o que faria dos "inimigos".

Como quero compreender os jovens que lutam nas diversas guerras. Humanos que são, jamais quererão ouvir o nome do palco do único e infeliz dos teatros: o das operações militares. 

Da parte que me toca, nunca mais "perdoarei" à Amadora e a Santa Margarida por terem sido os solos dos meus horrores.

domingo, 13 de novembro de 2011

maturidade cívica ou um perigoso salve-se quem puder?

 


 



 


A história não se repete, pelo menos exactamente, e é arriscado prever o desenvolvimento desta crise. Um aspecto nada favorável na condição portuguesa é a situação do actual presidente da República. Não só pelo "monstro" que projectou como resposta à necessidade de votozinhos, mas principalmente pelas diabruras (um eufemismo para designar os inúmeros casos de polícia) de colaboradores seus ao longo dos tempos. Os dois fenómenos associados, são, inquestionavelmente, os mentores do estado em que estamos. O mundo ocidental foi devastado por tsunamis semelhantes. A situação agrava-se com a parecida condição de uma parte significativa da classe política que tem passado pelos governos.


 


Ontem houve manifestações que envolveram milhares de pessoas.


 


Milhares marcharam em Lisboa contra "orçamento de agressão"


 


Centenas de polícias, de militares da GNR e de guardas prisionais juntaram-se hoje às dezenas de milhares de funcionários públicos que se manifestaram em Lisboa contra o “orçamento de agressão”.


 


É risível ler algumas declarações.


Cavaco elogia “maturidade cívica” dos portugueses face à crise 


O Presidente da República disse ontem em Washington ter “confiança na maturidade cívica dos portugueses, que compreenderam a gravidade da situação do país e estão dispostos a mudar de rumo”.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

estaladiço, o referendo

 


 



 


O governo grego decidiu dar voz institucional ao povo. Atitude corajosa ou de quem já não sabe o que fazer? De um modo ou de outro, ou até por outra razão, o que é certo é que os gregos fizeram estalar os consensos nos bastidores do euroviete supremo e nos seus satélites. A categoria satélite pode, neste caso, ter uma influência determinante e ditar as regras do jogo.


Repare-se nas reacções.


Papandreou põe o povo a decidir sobre novo pacote e mais austeridade


Sarkozy e Merkel “determinados” a aplicar plano de resgate à Grécia 


Bolsas europeias afundam-se após anúncio de referendo da Grécia 


Barroso diz estar confiante no cumprimento da Grécia 


 


Entretanto, os citados satélites movimentam-se.


SuíçaLuxemburgo e Áustria discutem paraísos fiscais 


Suíça, Caimão e Luxemburgo são os paraísos fiscais mais activos ...


Guerra aberta a quem transferir dinheiro para paraísos fiscais ... 


Por cá, é mais no registo comediante e de avanços e recuos.


Offshore da Madeira. Governo volta atrás e mantém isenções fiscais


E os outrora eurocépticos e acérrimos defensores de referendos baralham-se e...


Paulo Portas apreensivo com a Grécia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

caminhos

 


 


 


 


 


"Não há que recear ou esperar,


mas procurar novas armas”.


 


Deleuze, Gilles,


em Política e Modernidade,


página 11.

terça-feira, 8 de março de 2011

não gostei

 


 


 


Não gostei da sobranceria (isto para ser brando) que o chefe do governo usou para se referir aos jovens que interromperam, em Viseu, um comício do PS. Foi de muito mau gosto que tivesse dito que era uma partida de Carnaval e demonstrou como a estratosfera portuguesa, que viveu de benesses ilimitadas e de outras coisas mais, não aprendeu nada com o que se está a passar no mundo e continua num registo predador. Tenho ideia que este PS estava eufórico com o não chumbo na Alemanha na semana passada e foi mais uma demonstração da obstinada pobreza de espírito.


 


Os jovens da "geração à rasca" exerceram aqui um direito de resposta à SIC e ao eterno combatente anti-causas-dos-professores Miguel S. Tavares. Não sei se valeu muito a pena. No texto também se demarcaram de um movimento do facebook que reivindica "Um milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política". A primeira vez (fiz umas três) que postei nesse grupo foi no sentido de se mudar a designação para "Um milhão em protesto na Avenida da Liberdade" e que o caderno de encargos se podia construir ao longo do tempo. Também me pareceu que algumas destas iniciativas fracassarão, mas isso acontecerá pelo elenco das propostas e nunca por falta de espaço.

quarta-feira, 2 de março de 2011

parcerias

 


 


 


A razão normalmente vence. O tempo de espera para a sua realização é que pode ser longo. Nesse caso, a exigência remete-nos para duas parcerias: a da razão com a paciência e a da razão com a determinação.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

e a ASAE?

 


 


 


Mangualde vai ter praia com água salgada, tela a simular o horizonte e bolas de Berlim


 


 


Faz tempo que me insurgi contra o facto de se andar por praias algarvia a perseguir as bolas de berlim enquanto as clínicas privadas ilegais passavam despercebidas, com site e tudo. Em Mangualde não deverá existir esse problema.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

achas

 



 


 



 


 


 


O bloco central não tem emenda. Remete para o populismo, e para a inveja, a limitação à remuneração dos gestores públicos e os satélites fazem a restante coreografia.


Chumbadas limitações às remunerações de gestores públicos


 


"Os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que propunham limitações nas remunerações dos gestores públicos foram chumbados no Parlamento com os votos contra do PS e PSD."

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

vão matar-te

 


 


 


Conheci o Paulo Moura através de um amigo comum. Foi no século passado. Veio à nossa escola falar com alunos sobre jornalismo "arriscado". Almoçámos e conversámos muito sobre os riscos do antigo jornalismo denominado de independente. O Paulo Moura é uma pessoa que vai onde quase ninguém quer ir. Já o seguia, mas fiquei ainda mais atento. Hoje, como pode ler aqui, está no Cairo e arriscou a vida para contar a história com os seus olhos. É com gente assim que o mundo avança e não o contrário.