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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Chegam Tarde, mas Chegam (texto de 30.01.2020)

 


A marcante crise petrolífera de 1973 inaugurou o período de incertezas na Europa. Portugal chegou atrasado, uma vez que terminava um período de ditadura, e de guerras coloniais, que atrasou o país nos mais diversos domínios. Quando grande parte da Europa atingia nessa década um bom patamar democrático na Educação, Portugal ainda preparava fenómenos de massificação e só conheceu o clima de incertezas nos finais do século passado e na primeira década deste. É evidente que a crise de 2008, e tudo o que se seguiu, nomeadamente os processos intermináveis de corrupção que envolveram altas figuras do Estado e "donos" do regime, fragilizou as instituições democráticas. Dá a sensação que vivemos num edifício que ruirá ao primeiro abanão, com uma espécie de abutres à espreita como, de resto, vai acontecendo por essa Europa fora. Como a história bem nos ensina, as "modas" europeias demoram a chegar; mas chegam. E é exactamente por isso que se exige humildade e sabedoria às forças interessadas na democracia e que só têm a temer que "o céu lhes caia em cima da cabeça".


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Sublinhados

 


Quem analisa criticamente a lei da inclusão ou o fim das reprovações é, desde logo, objecto de uma acusação: não é progressista e discorda da igualdade de oportunidades. Esse risco é subalterno se a intolerância vier duma ala mais clubista. Mas o assunto será diferente se tem origem no legislador ou em quem o influencia directamente. É precisamente por isso que se temem maiorias absolutas de um partido. Como sugeriu o PM, as máquinas partidárias são imprevisíveis e muitas vezes incapazes de ouvir e aceitar o contraditório.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

A confiança nos professores e o que diz a lei

 


 


 


artigo 42º do Estatuto do Aluno é taxativo e devia atenuar, no mínimo isso, o inferno de invenções burocráticas (incluindo a digital) que alimenta a cultura organizacional de muitas escolas estimulada, em grande parte, pelos serviços centrais do respectivo ministério.


 


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terça-feira, 12 de junho de 2018

"guerra" aos professores caiu num impasse

 


 


 


A saturação dos professores provocou a situação vigente. Não é a primeira vez que, na última década e meia, acontece um fenómeno semelhante: o limite da tolerância passa a contestação e ultrapassa governos e plataforma de sindicatos, com quatro causas identificadas: entendimentos sem contacto com o real, adiamento de decisões, inépcia governativa ou posições radicais dos executivos. Como as novas formas de comunicação acrescentaram capacidade de organização a grupos de cidadãos e a corpos profissionais, a mesa negocial é ciclicamente surpreendida. Nesta fase, e depois do que já se disse, o Governo terá dificuldade em justificar a recuperação de todo o tempo de serviço e a plataforma sindical não poderá assinar uma versão que não o contemple.

sábado, 11 de março de 2017

aprender com os anos

 


 


 


Antecipar e seleccionar a estratégia, é ainda mais complexo em tempos de absolutização do presente. Todavia, essa condição vigente não nos liberta do futuro. Esse é, obviamente, irreversível. 


Uma questão escolar portuguesa passa pelo ensino secundário para todos. O que mais nos envergonha é a baixa conclusão desse nível. Mas precisamos de um ensino secundário consistente. Um ensino secundário com a formação geral comum aos três anos e com "especializações" nos ensinos regular e profissional. Uma formação geral que contemple o equilíbrio curricular numa sociedade em pleno movimento. Isso será investimento na ciência, na qualidade da formação, no número de pessoas da classe média e na riqueza da nação. E mais: é essencial que os anos que antecedem o secundário sejam universais, generalistas, de currículo completo e inclusivo. Os países ricos e democráticos eliminaram o estreitamento curricular por três motivos principais:



1. 60% do sucesso escolar está na sociedade e 40% na organização escolar;


2. os alunos que "querem aprender" fazem-no em qualquer sistema porque beneficiam da ambição escolar das famílias ou de boas condições sócio-económicas;


3. instituíram como desafio primeiro elevar os que "não querem aprender" à conclusão de um ensino secundário que não feche portas ao superior nem ao mercado de trabalho.



O que foi escrito começava a fazer parte da história portuguesa antes da chegada intempestiva de David Justino, Lurdes Rodrigues e Nuno Crato: três erros crassos por motivos diferentes; três radicais "reformadores"; três com políticas insensatas; três com políticas não moderadas.


E não será bem como na imagem: aprende-se com os danos, mas também se devia aprender mais com os anos.


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quarta-feira, 15 de junho de 2016

a lei e a confiança nos professores

 


 


 


 


Decorrem ainda as avaliações de alunos do final do ano e deve recordar-se que o artigo 42º do Estatuto do Aluno é taxativo e devia atenuar, no mínimo isso, o inferno de invenções de má burocracia (incluindo a digital) que alimenta a cultura organizacional de muitas escolas.


 


 


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sábado, 2 de abril de 2016

da especialização precoce e da repetição do óbvio

 


 


 


Para além de tudo, e quando se compara os sistemas desportivos com os escolares, há um dado antigo que volta a exigir reflexão: por que será que os desportos que especializam precocemente não se afirmam nas sociedades? Não é apenas por reduzirem o número de praticantes, é também porque impedem o "jogo de rua" e não criam massa crítica essencial à sua mediatização, capacidade negocial e "aceitação" pelas maiorias. Ficam minoritários, que não pode ser o objectivo de um sistema escolar; ou pode? Em Portugal tem sido quase sempre, para gáudio das "elites".