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segunda-feira, 18 de março de 2013

dos fracos não reza a história?

 


 


 


 


 


 






Rescisões amigáveis: são 213 mil os funcionários públicos menos qualificados


 


"Passos Coelho confirmou que o programa de rescisões vai começar pelos assistentes técnicos e operacionais, mas não avançou com números. No final de 2012, havia mais de 213 mil funcionários nestas funções.(...)"


 


 


Conheço bem o sistema escolar e está mais do que comprovada a gritante incompetência administrativa do MEC no tratamento da informação. É natural que se chegue a esta altura com um sistema administrativo em aguda entropia e que quem continue a sofrer com isso sejam os profissionais das escolas.


 


Aliás, tem sido sempre assim como se certifica neste post que escrevi em 11 de Fevereiro de 2011 e que intitulei como "Sem Voz".


 


 


"Alunos, professores e encarregados de Educação são actores com voz. Todavia, as escolas também se erguem por força da acção de uma pequena legião sem palavra: os assistentes administrativos e os assistentes operacionais (outrora designados por auxiliares de acção educativa; há até quem diga, que a mudança de nome lhes deu um super-poder tal que desempenham o papel de três dos que tinham a anterior designação).


 


Nem adianta chamarem-me populista por causa deste post. As inúmeras pessoas com essas funções que comigo privaram ao longo de anos podem vir aqui acusar-me; os outros não.


 


Estes actores do universo escolar não têm voz. Os sindicatos, mesmo os que têm mais sócios, defenderam uma proposta insana para os professores: um prémio pecuniário anual aos professores que se destacassem em cada escola ou agrupamento. O que me traz aqui é um acto da mesma família.


 


Belisque-se. Fique a saber que há escolas e agrupamentos no sistema público escolar de Portugal, que atribuíram, em pleno 2010, um 15º mês de salário aos dois assistentes operacionais que mais se destacaram. É só imaginar o efeito devastador que este cinismo manipulador tem no curto e no médio prazos na atmosfera relacional. Este tipo de políticas colocaram as democracias nos limites da sobrevivência. Estamos a insistir na construção de um sistema que urge derrubar e que empurra as pessoas para coisas destas."

sábado, 20 de outubro de 2012

há muitos anos que é assim

 


 


 


 


 


 


Quando mudam os Governos em Portugal mexe-se nas orgânicas dos ministérios para acelerar a colocação dos boys e apear os da cor vencida. Mesmo com o país no estado em que está e com as já risíveis ameaças de implosão por parte de Nuno Crato, o MEC obedece à veia despesista que se espalha impunemente pela traquitana.


 


O despacho nº 13608 de 2012 é elucidativo.


 


 


 


 


terça-feira, 7 de agosto de 2012

da blogosfera - na sala de aula

 


 


 


Uma das possíveis consequências da trabalhada provocada por Nuno Crato




 


"Como sabemos, as primeiras instruções dadas às escolas para a distibuição de serviço lectivo deu no que deu: o aparecimento de milhares de "horários zero".

 


Depois de muita pressão, nomeadamente blogosférica, a equipa de Nuno Crato deu novas instruções às escolas, de forma a "recuperar" o maior número de professores do DACL, inventando um conjunto de actividades não lectivas (apoios, biblioteca, coadjuvação, etc.) para que os "horários zero" o deixassem de ser.

 


Com tanta confusão e trapalhada, corre-se o risco de em Setembro termos a situação ingrata de no mesmo grupo disciplinar haver um professor com quase dez turmas (ou até mais), enquanto que um seu colega poderá ter uma turma e o resto do horário completo com apoios. No mínimo, é uma injustiça enorme, sobretudo para o primeiro docente que se arrisca a ter um ano infernal (com quase 300 alunos a seu cargo), enquanto que o seu colega, inicialmente DACL, até poderá ter um ano  de "descanso"...

 


Se os que foram a DACL se podem queixar, e com razão, visto que não havia necessidade de irem a DACL se fosse tudo feito com o devido planeamento e, sobretudo, respeito (por parte do ME), tendo havido, inclusivé, situações de autêntico desprezo por docentes "da casa", também muitos dos que não foram a DACL poderão em Setembro vir a queixar-se por terem uma "carrada" de trabalho (com muitas turmas e centenas de alunos a seu cargo), enquanto que um seu colega "repescado" poderá vir a ter um ano sem grande trabalho, numa espécie de "tapa-buracos", com apoios e coadjuvação em ciclos inferiores (1º e 2ª ciclo) de eficácia duvidosa.

 


Caberá às Direções das escolas envidar os esforços necessários para evitar este tipo de situações. A ver vamos no que isto vai dar..."


quinta-feira, 28 de junho de 2012

e só somos 10 milhões

 


 


 


Quando há dias fiz um post em que duvidava dos números do MEC a propósito dos professores do quadro que fugiram com penalizações, não pressenti que uns dias depois o erro fosse detectado e na ordem dos milhares.


 


Como é que os professores podem confiar em tudo isto? Já ninguém duvida que os professores são os principais pagadores da crise e ainda hoje um SE confirmou a interminável saga: os próximos cortes não podem ser apenas para os funcionários públicos.


 


Ministério transformou professores do quadro em contratados nas estatísticas sobre 2010/2011

quarta-feira, 16 de maio de 2012

acentuou-se desde 2006

 


 


 


 


 


A traquitana do MEC, imbuída do discurso anti-escolas e anti-professores, sempre dificultou a vida das escolas e está comprovado. Em regra, acrescentou-se uma dose de governantes "reformistas" aos dois atavismos residentes: o eduquês e a má burocracia.


 


A partir de 2006 a febre subiu uns graus impensáveis e promete continuar. A terraplenagem da organização escolar é a constante do algoritmo e uma escola que se preze tem apenas uma solução: já ter estudado e aprovado os planos A, B, C, D e E para o que aí vem, desde a rede escolar e do novo modelo de gestão escolar à nova estrutura curricular.


 


Até a comunicação social mais atenta percebe o devaneio que vai muito para além da crise financeira e que se deve considerar como um bom exemplo das causas que nos empurraram para o estado em que estamos.


 


"Muitas decisões têm de ser tomadas nos próximos dias. Até ao fim de Junho, as escolas e os agrupamentos têm de indicar à Direcção-Geral da Administração Escolar a lista dos professores que não vão ter turmas atribuídas no próximo ano lectivo. Em finais deste mês precisam também de saber como vão organizar as aulas práticas e teóricas nas disciplinas de Ciências. E ainda antes de Maio chegar ao fim é preciso decidir igualmente os manuais escolares a adoptar. São rotinas que os estabelecimentos de ensino começam a pôr em prática agora, mas nenhuma escola pode tomar decisões ou fazer previsões enquanto não conhecer as mudanças do próximo ano lectivo.


Esperar que o Ministério da Educação anuncie o plano final de reorganização da rede escolar, aguardar o despacho que define o novo currículo e ainda a legislação que define o novo modelo de gestão escolar é tudo o que as direcções escolares podem fazer por enquanto. “Esperemos que no fim desta semana todas estas questões estejam resolvidas”, diz Manuel Esperança, presidente do Conselho de Escolas, admitindo no entanto que a demora na conclusão do processo de fusão de escolas se deva ao facto de a tutela estar ainda a “procurar consensos” entre as escolas e as autarquias.(...)"

sábado, 21 de janeiro de 2012

justiça de perdição

 


 


Este fim de semana experimentámos "trocar" as edições impressas do Público pela do Expresso. O semanário continua a não nos convencer e amanhã voltamos ao diário de referência.


 


O primeiro caderno do Expresso tem, na página 22, uma crónica que nem sei se será habitual. A certa altura, a autora de "Justiça de perdição" escreve assim: "(...)A organização burocrática do ** potencia um atomismo ainda mais nefasto (...)".


 


Essa frase, e mesmo a maioria das outras passagens, podia ter sido escrita por muitos dos que têm caracterizado o MEC. É evidente que o texto de Maria José Morgado não tem qualquer ** e nesse lugar tem um MP. A analogia que faço serve apenas para reforçar o que se tem escrito sobre a traquitana do estado.


 


Só que no caso do MP, e como diz a cronista, até parece dar jeito no combate à corrupção. Aliás, na primeira página do jornal é escrito que a unidade de combate à corrupção perde um chefe e que o substituto só será nomeado em Março. Se fosse para o conselho geral da EDP ou de outra coisa do género a celeridade seria outra.

domingo, 11 de dezembro de 2011

trapalhadas e outras coisas mais

 


 


O modelo de gestão escolar é o que se sabe e proporciona parcialidades várias, atropelos da legislação, disciplinas de voto e por aí fora. O concurso seguido de eleição na escolha do director é um inedetismo na legislação conhecida neste mundo e a composição do órgão que desenvolve o processo, o Conselho Geral, acentua a possibilidade de ocorrerem trapalhadas.


Miranda do Corvo: Eleição do diretor do agrupamento de escolas acaba em tribunal

segunda-feira, 6 de junho de 2011

da municipalização

 


 


Quando se defende uma maior municipalização da Educação, é curial que se considere que não somos um país do norte da Europa. É, para além de tudo, um assunto em que as ideosincrasias pesam.


 


Se por acaso a maioria de direita estiver a pensar nisso, e considerando o facto do PSD ser um partido com forte pendor local e em que o caciqusmo fez escola, era bom que primeiro se aplicassem as fusões de autarquias por exigência do memorando e que depois se pensasse em ouvir os sobreviventes.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

assessores e juristas

 


 


 


A praga de juristas assessores, normalmente jovens das concelhias e das federações dos partidos políticos, faz pior à traquitana do estado do que aquilo que se imagina. Fazem-se pagar a preços de luxo e mudam de área de negócio, que é como quem diz de tema da governação, e mesmo de partido do centrão, como quem muda de centro comercial. Não há ministro, secretário de estado ou director regional que não dependa destas canetas. Estão longe de ser amendoins e causam danos vários: às políticas, por desconhecimento, e à qualidade legislativa.


 


Assessor do PS obrigado a devolver 41 mil euros que recebeu do IEFP


"Câmara lisboeta pagava-lhe 3950 euros por mês. Ainda assim, IEFP deu-lhe 41 mil euros de subsídio.(...)"

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

duas faces

 


 


 


 



 


 


 


Na polémica público versus privado na Educação há duas perguntas não respondidas: É justa a privatização de lucros no ensino não superior (se fossemos um país civilizado, tirava o não superior)? É admissível que se contratem professores sem qualquer escrutínio público? A minha resposta às duas questões é não.


 


Quando se discute o custo por aluno nas escolas públicas, há uma interrogação prévia, como refere aqui o Miguel Pinto, que deve ter uma resposta objectiva: quanto custa a frequência anual de um aluno sem incluir as despesas intermédias e centrais do ministério da Educação? A resposta parece não interessar ao arco parlamentar nem aos seus apêndices.