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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

o estado gasta, em 2012, mais dois mil milhões em despesas intermédias

 


 


 


 


 


A denúncia de Valdares Tavares, ontem na TVI, não é novidade, mas acentuou-se em 2012. «Quando se soma tudo aquilo que é comprado, bens, serviços, contratos, rendas, etc, dá uma verba que é praticamente igual à de pessoal», diz, questionando: «Como é que no ano de todos os sacrifícios, cortes de pensões, prestações sociais, etc, tivemos aqui esse aumento [dois mil milhões] tão grande». 




Já se sabe há muito que a despesa com os consumos intermédios do Estado equivale a cerca de 16% do PIB enquanto que a despesa com pessoal deve estar abaixo dos 9%. O Governo conseguiu ainda aumentar os consumos intermédios em 2 mil milhões em 2012. Seria expectável que essa despesa recuasse em cerca de 10% o que equivalia a cerca de 4 mil milhões (os tais 10% mais os 2 mil milhões da "derrapagem").


 


É impressionante, ou talvez não uma vez que os milhares de milhões têm de ir para algum lado, como os média silenciam uma notícia destas, mais uma verdade inconveniente, que está detalhada aqui com vídeo.

domingo, 26 de maio de 2013

do desperdício de milhões

 


 


 


 


 


A contratualização externa de software para os sistemas de informação do Estado está ao nível dos pareceres solicitados a grupos de "amigos" para estudarem o estudado ou semelhante ao apoio que os grandes escritórios de advogados fornecem ao Estado nas blindagens que o prejudicam nas PPP,s, por exemplo.


 


O outsourcing tem depauperado os cofres públicos e sem ganhos de eficiência. Não é sequer uma conclusão apenas do universo português.


 


O desenho dos sistemas de informação tem de obedecer à filosofia de gestão da instituição que não pode ser imposta pelas empresas externas que comercializam as "soluções". Não pode, mas é. E o que se verifica é a institucionalização das inutilidades, o grau zero da gestão ou os elevados desperdícios financeiros.


 


 


domingo, 9 de dezembro de 2012

ontem, no expresso

 


 


 


 


 


 


Se a poupança é uma das principais conjugações a que deve obedecer uma sociedade que quer ter futuro, o desperdício em tecnologia é uma evidência e o sistema escolar inclui-se no desgoverno.


 


Para além dos conhecidos devaneios com o hardware, há todo o mundo de licenças de software vendidas por empresas comerciais de gestão escolar que agravam o despesismo, que não acrescentam conhecimento às instituições e que infernizam com hiperburocracia digital a vida dos professores e das escolas.


 


 



 


Expresso – Economia, 8 de Dezembro de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

quer saber mesmo como é que chegámos à bancarrota?

 


 


Leia estas declarações e faça um simples exercício de multiplicação. Há gente que gasta fundos públicos sem critério e como se fossem bens ao seu dispôr. E não aprendem.


 


Participei no programa da SIC Notícias, Opinião Pública, no dia 8 de Setembro de 2010, das 17h00 às 18h00, com a moderação do jornalista Luís Marçal. Devo confessar que fui surpreendido com a introdução de uma peça propagandística de José Sócrates sobre estes assuntos (mais à frente falou um dos secretários de Estado). Não era fácil desconstruir de forma inopinada tanta demagogia, mais ainda num tempo em que os professores eram vistos como um grupo de corporativos que atrapalhava o comboio do progresso. Apresento os dois primeiros vídeos (são nove), o primeiro de 4.32 minutos e o segundo de 1 minuto, que a cortesia de uns amigos permitiu. É uma espécie de prestação de contas e serve para avivar algumas memórias.


 


Pode ver os restantes vídeos aqui.


 


 


 






sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

lunáticos

 


 


A última edição da revista Sábado dá conta de mais um desatino da parque escolar.sa. Com o empobrecimento em curso e com a concorrência bem estabelecida no mercado das actividades anunciadas na notícia, estavam à espera de quê?


 


 



 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

duas faces

 


 


 


 



 


 


 


Na polémica público versus privado na Educação há duas perguntas não respondidas: É justa a privatização de lucros no ensino não superior (se fossemos um país civilizado, tirava o não superior)? É admissível que se contratem professores sem qualquer escrutínio público? A minha resposta às duas questões é não.


 


Quando se discute o custo por aluno nas escolas públicas, há uma interrogação prévia, como refere aqui o Miguel Pinto, que deve ter uma resposta objectiva: quanto custa a frequência anual de um aluno sem incluir as despesas intermédias e centrais do ministério da Educação? A resposta parece não interessar ao arco parlamentar nem aos seus apêndices.

sábado, 15 de janeiro de 2011

versão n do agarrem-me senão

 


 



 


A rede de bibliotecas escolares teve uma virtude fundamental: o financiamento ajustava-se ao projecto de candidatura e o investimento era realizado directamente pela escola e não pelas DRE´s ou serviços centrais. Daí o seu sucesso inicial. Depois, e como é comum à traquitana do ME, transformou-se num amontoado de má burocracia.


 


As reduzidas aquisições de produtos que as escolas realizam na economia local são um pequeno exemplo do que deve ser a autonomia. Só que há uma ganância centralista, que tem na parque escolar e no plano tecnológico dois estudos de caso de desperdício, que quer apanhar tudo e mais uma coisa. Vai daí, estabeleceu-se uma descomunal central de compras para aquisições que vão desde os agrafes aos paus de giz. Não internem essa gente depressa, não.


 


Ao que se pode ler na blogosfera, dirigentes das escolas reuniram-se hoje em Lisboa para sublinharem o título deste post.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

mais milhares de milhões

 


 



 


 


Hoje o DN faz contas às parcerias do privado com o público, cujo regabofe começou nos inícios dos anos noventa do século passado. O números são assustadores.


 


 


 


 


 










 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

no limite

 


 


Os partidos políticos são essenciais e não se defende outra forma de democracia que sobreviva sem a sua existência. Os que criticam o estado actual de benesses ilimitadas nos corredores do poder sabem os riscos que corre a democracia com essas denuncias. A história mostra-nos que  foi desse modo que nasceram os homens providenciais.


 


Todavia, também se caiu em regimes totalitários por causa das oligarquias que se estabeleceram nas democracias. Temos de as denunciar e combater.


 


"Há pelo país todo carros do Estado a ir buscar assessores a casa"

sábado, 16 de outubro de 2010

já cansa

 


 


 


medidas nestes cortes apressados que me deixam perplexo. Foi preciso chegar a este estado depauperado das contas comuns para se começar a fundir ou extinguir serviços que não têm qualquer utilidade. Foi preciso chegar a este estado para se concluir que em plena crise financeira o governo reduziu impostos e aumentou salários para tentar recuperar votozinhos. Foi preciso chegar à pré-bancarrota para cortar mordomias que nos deviam envergonhar. Qual foi, de facto, a epifania que nos escapou e que trespassou pelas cabeças da estratosfera? Ou será que foi uma espécie do que Joseph Stiglitz relata aqui?


 


Andou-se a esbanjar dinheiro público numa lógica que deve ser de índole criminal. Apetece-me perguntar: como é que o senhor ministro das finanças tem dormido nas outras noites todas? O que tem este senhor ministro a dizer das referências que fez aos amendoins quando lhe perguntavam pela extinção dos governos civis ou pelo excesso de autarquias? E como foi capaz de omitir o que se passava com as parcerias público-privado? Não me comovo. Há uma dimensão internacional nesta crise que não se pode negar. Mas existe uma componente interna indesculpável e que inclui todos os que governaram nos últimos vinte anos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

factos

 


 


O PSD baixou nas sondagens para umas próximas legislativas. Passou de uma clara maioria absoluta para um empate técnico com o PS. Sou franco: qualquer destas putativas soluções governativas desanima-me, embora pense que na Educação é extremamente difícil fazer pior do que nos últimos cinco anos. Importa acrescentar que a primeira década do milénio talvez seja o período que mais se aproxima das desgraças dos governos do actual primeio-ministro.


 


É procupante esta fatalidade. Portugal está prisioneiro do deserto de ideias sustentadas na Educação. O PSD escolheu para liderar as suas propostas de revisão constitucional um antigo, e mal-sucedido, administrador do BCP e que foi afastado no período que antecedeu o descalabro financeiro da instituição. As suas propostas na Educação funcionaram como balão de oxigénio para o actual primeiro-ministro.


 


Temos de considerar a excepção que é a sensatez de Mariano Gago no ensino superior. Mas se olharmos para a agenda da propaganda do governo, encontramos uma chuva de milhões que têm de ser gastos de qualquer dos modos e que recebem a benção do bloco central. Quem detalhar a informação sobre programas como a vídeo-vigilância nas escolas terá arrepios. Dá ideia que, e se necessário fosse, se criariam factos para convencer a mais pacata das comunidades.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010