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domingo, 18 de outubro de 2015

Por Luaty Beirão

 


 


 


"Não sei como José Eduardo dos Santos dorme à noite. Não sei como Isabel dos Santos dorme à noite. Não sei como milhares de homens e mulheres de negócios dormem à noite. Não sei como o Governo português dorme à noite", escreve hoje na revista do Público Alexandra Lucas Coelho. É assim: a natureza humana empurra-nos demasiadas vezes para esta perplexidade.


 


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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

in memoriam

 


 


 


Soube aqui do falecimento do Paulo Ambrósio, um incansável activista e sindicalista. Sabia da sua fundamental actividade na causa do subsídio de desemprego para professores, mas só o conheci pessoalmente nos últimos anos e a partir de duas acções dos movimentos independentes. Conversámos bastante e fomos trocando mails. Inseriu alguns comentários no Correntes e o último recentemente. O Paulo era um espírito aberto. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

na mesma edição

 


 


Gosto de jornais, mas é frequente chegar ao fim do dia com a edição impressa por ler. Sinais dos tempos. Apesar de resistente, confesso que as Sextas-feiras e os fins-de-semana passaram a ser os únicos dias obrigatórios.


 


A edição do Público de hoje ia escapando. Dei com uma entrevista a João Semedo do bloco de esquerda com o seguinte lead:


 


 



 


 


Com a menção ao marialvismo, terá sido natural, e nesta fase em que passamos a vida em comparações, que muito leitores tenham pensado: Portugal é o que é e no norte da Europa não será decerto assim.


 


Nas últimas páginas da mesma edição, Naomi Wolf, uma activista política sueca do Project Syndicate, assina uma página arrepiante. Tirei dois parágrafos que valem a pena.


 



 


 


 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

em defesa dos hospitais do oeste

 


 


 


 



Caldas da Rainha.


Praça 5 de Outubro.


7 de Julho às 21h00.


 


É uma causa justa. Como pode ler no blogue in concreto, o British Medical Journal, considera que existe um movimento suspeito de privatização do nosso sistema de saúde. Sublinha que o nosso SNS levou anos a construir e que foi considerado pela OMS como um dos melhores do mundo.


 


 


"... a suspicious sign of a progressive move towards the privatisation of Portugal’s National Health System, which took decades to build, and which some years ago was considered by the World Health Organization as one of the best in the world."

quinta-feira, 28 de junho de 2012

em defesa dos hospitais do oeste

 


 


 


Como já escrevi noutra altura, a defesa dos Hospitais do Oeste parece-me um luta justa. Para além disso, tenho assistido a um movimento de cidadãos denominado por comissão de utentes. Fazendo uma analogia com os movimentos de professores em defesa da escola pública no período de 2007 a 2010, e sabendo como é desgastante a presença em blogues, em reuniões ou acções de rua nos mais variados locais do país, faço a divulgação que me foi solicitada para mais esta acção na cidade de Caldas da Rainha, que terá início na Praça 5 de Outubro, no dia 7 de Julho às 21h00.


 


 


 


sábado, 25 de fevereiro de 2012

gostei do abraço ao hospital

 


 



 


 


Estava marcado para as 20h00 do dia 24 de Fevereiro e as pessoas disseram presente. O início da noite estava convidativo e o céu estrelado inspirador. Pela contagem dos órgãos de comunicação social, mais de duas mil pessoas abraçaram o centro hospitalar das Caldas da Rainha e o hospital termal. Se necessário fosse, abraçariam a valiosíssima zona envolvente. Foi bonito e comovente.


 


A defesa do centro hospitalar é uma causa justa. Os caldenses têm o hábito de se considerarem águas mornas e surpreenderam-se com a dimensão do acontecimento. Tenho ideia que a democracia portuguesa está ávida de causas e do exercício da cidadania, apesar de cansada com a tortuosidade e incoerência das suas organizações tradicionais. Não adianta escamotear que a crise da democracia, e das suas instituições, caminha em paralelo com a financeira. Defende-se de forma acalorada o que se combatia no mesmo registo poucos meses antes e remete-se a prática para uma qualquer alínea de um manual de oportunidades como se fosse ciência política. As inverdades, as recentes e as outras, tiveram sempre a almofada dos intereses partidários ou inconfessáveis e isso gerou desconfiança na democracia.


 


A população caldense, onde se incluem os membros dos movimentos de cidadãos e dos partidos políticos, deu uma excelente resposta, demonstrou que acredita na democracia e que quer preservar o valor estratégico e patrimonial das suas instituições hospitalares. Estão de parabéns os promotores da iniciativa. Espera-se que os decisores tenham a mesma vontade democrática.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

amanhã, às 20h00

 


 


As escolas portuguesas têm sido alvo de uma lapidação semelhante à dos centros hospitalares. O argumento das nefastas parcerias público-privado tem os mesmos contornos e nas Caldas da Rainha também. Lamento a indiferença das populações em relação ao processo no sistema escolar. Não o escrevo com mágoa. Sublinho-o para significar aos profissionais de saúde o importante e merecido apoio que se vai registando e para que não se iludam com os apoios de circunstância. Amanhã, às 20h00, lá estarei a abraçar o centro hospitalar das Caldas da Rainha. É uma causa justa.


 


 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

em defesa de um hospital

 


 


 


As noites têm estado muito frias e convidam a ficar em casa. Tinham-me falado num movimento de cidadania em defesa da não "amputação" do hospital das Caldas da Rainha e, como considerei a acção justa, marquei presença. Discutiu-se a possibilidade da passagem de uma série de valências hospitalares para Torres Vedras. Encontrei, às 21h00, o pequeno auditório do Centro Cultural e de Congressos com a lotação esgotada. É inegável o valor estratégico de um centro hospitalar e compreende-se que uma comunidade saia em defesa da sua manutenção.


 


Ouvi argumentos bem sustentados que passaram pelo planeamento do serviço nacional de saúde e pela associação do centro hospitalar aos significados intemporais do hospital termal.


 


A espécie de geocentrismo regional das Caldas da Rainha no sub-sistema de saúde é uma evidência. Se o que está, ou estava, em causa é a passagem de um vasto conjunto de valências hospitalares para Torres Vedras, o argumento fica comprometido se se pensar na existência de hospitais novos em Loures (a 15 minutos de Torres Vedras) e em Vila Franca de Xira.


 


Existe um receio, que me pareceu fundado, de se "aproveitarem", nesta fase de cortes desesperados na despesa, os sucessivos erros no desenvolvimento do concelho das Caldas da Rainha. A aposta quase exclusiva no imobiliário revelou-se desastrosa e retirou capacidade argumentativa à massa crítica da sua comunidade.


 


Por outro lado, e de acordo com os constrangimentos financeiros do país, importa sublinhar o que existe: o hospital de Torres Vedras tem onze especialidades e o das Caldas da Rainha vinte e três e abrange 229 mil habitantes


 


É conhecido o valor patrimonial e económico do hospital termal das Caldas da Rainha (1435) e da sua área envolvente. A presença de um centro hospitalar na cidade é uma garantia para a sua sobrevivência e desenvolvimento e para a qualidade dos serviços prestados nos domínios da reumatologia e da dermatologia.


 


Registei diversas intervenções que salientaram a qualidade dos serviços prestados pelo centro hospitalar ao longo dos anos.


 


É interessante perceber que ainda recentemente existiu uma promessa de um novo hospital. Pouco depois, a intenção transformou-se numa ampliação do que existe e desta vez a comunidade é confrontada com a ameaça de "amputação".


 


Será lançada uma petição e um convite para a presença numa assembleia municipal no dia 21 de Fevereiro de 2012. Foi agendado um abraço ao hospital para o dia 24 de Fevereiro de 2012, às 20h00.