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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Qual dos segmentos de recta na imagem é maior?

 


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Qual dos segmentos de recta na imagem é maior? Responda antes de ler a resposta no próximo parágrafo.


À primeira vista, parecem diferentes por causa do sentido das setas. Mas são do mesmo tamanho. São semelhantes. A impressão do seu tamanho relativo é dominada por uma poderosa ilusão no primeiro olhar (Daniel Kahneman (2011) em "Pensar, Depressa e Devagar"; a imagem, que já  usei noutras publicações, está na página 39).


De facto, e num tempo com tanta manipulação da informação, as percepções que conduzem ao voto e a outros juízos exigiriam que se pensasse devagar. E depois há a desinformação e a obsessão. Haverá quem ache que o segmento de recta de baixo é maior. É maior e ponto final.


E se qualquer manipulação de dados não sobrevive ao pensamento vagaroso que a desmonte, é, contudo, natural que consiga resultados. E, como diz a história, a soma desse tipo de resultados é demasiadas vezes desastrosa.


Repare-se em dois exemplos de manipulação de dados:


1. A que se destina a dividir para reinar na carreira dos professores. Ciclicamente, a desinformação põe quem lecciona no pré-escolar e no primeiro ciclo contra quem o faz nos outros ciclos. Usa factos falsos sobre a história da redução da componente lectiva, da invenção da componente não lectiva ou da idade para a reforma, e a inveja social cria condições para que se legisle prejudicando todos;


2. A que se destina a discriminar contando com o efeito de banalização do mal que demasiadas vezes atinge crianças. Deixa marcas para a vida, mesmo que depois se desmonte factos e narrativas.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Da intuição e da precipitação

 


 


 


 


É, como já escrevi, muito interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar".


Parece que temos dois sistemas a regular a nossa mente. Podemos simplificar, considerando o sistema 1 como "imediato ou depressa" e o sistema 2 como "elaborado ou devagar". Por vezes, parece que o sistema 2 é preguiçoso e ficamos pelo 1. Siga o exemplo que escolhi (página 62) e tirará algumas conclusões.


 


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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Da actualidade das taxonomias

 


 


 


"Sim, sim, claro que é a justiça, mas primeiro está a minha mãe", foi mais ou menos assim que se "caracterizou" o nível cimeiro da taxonomia, de Lawrence Kohlberg, do desenvolvimento moral, que retomou e aperfeiçoou o modelo piagetiano. É interessante a confirmação desta classificação.

Kohlberg contrariava, e surpreendia, quem defendia que a lei só tinha letra (sem espírito, portanto) e que o direito vigente não navegava entre a norma e o caso. Não sei se quem nos tem governado no que levamos de milénio é ligado a taxonomias. Se sim, excedeu-se no uso do psicólogo norte-americano. Temos assistido ao primado das mães, dos tios, dos primos, dos amigos, dos conhecidos, dos correligionários e dos lóbis que depauperam o orçamento do Estado. Como alguém disse, "temos andado mesmo num estado de excepção" com predadores, como essa espécie de "máfia do sangue", uns níveis abaixo do grau zero da taxonomia de Kohlberg.


 


 


Usei parte deste texto noutro post.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

sim, sim, claro que é a justiça, mas primeiro está a minha mãe

 


 




"Sim, sim, claro que é a justiça, mas primeiro está a minha mãe", foi mais ou menos assim que Lawrence Kohlberg caracterizou o nível cimeiro da sua taxonomia que se destinava a estudar o desenvolvimento moral, retomando e aperfeiçoando o modelo piagetiano. É interessante a confirmação desta classificação corajosa e muito humana.


 


Kohlberg contrariava, e surpreendia, assim os que defendiam que a lei só tinha letra (sem espírito, portanto) e que o direito não navegava entre a norma e o caso. Não sei se quem nos Governa estudou no tempo das taxonomias. Se estudou, usa de forma abusiva o psicólogo norte-americano. Temos assistido ao primado das mães, dos tios, dos primos, dos amigos, dos conhecidos, dos correligionários e, no caso do sistema escolar, dos lóbis que depauperam o orçamento do Estado. Estamos num estado de excepção, como comprovam as pressões sobre o tribunal constitucional, e demos passos em frente na direcção de um qualquer totalitarismo.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

dos habituais silêncios do ps

 


 


 


Ainda esperei um ou dois dias pela reacção do PS à decisão do Governo de "apoiar directamente os alunos dos colégios". Mas quase nada. A saga da privatização de lucros, patrocinada por Nuno Crato, não incomoda um PS que é célere na denuncia de outras opções políticas, nomeadamente no ensino superior.




Até se tem discutido a privatização de lucros no ensino não superior e como isso degrada a escola pública. Também se percebe que a defesa da escola pública faz a clivagem esquerda-direita. Não se ouve uma voz da direita em defesa da escola pública (Pacheco Pereira e poucos mais fazem alguma diferença) e o mesmo acontece da esquerda em relação ao modelo português dos "privados" encostados ao Estado. E depois há o PS que, como há dias publiquei, anda à deriva.


 


Os portugueses sabem que a lógica do "arco do poder" ainda estrutura o voto. Sabem que a defesa da escola pública é muito difícil e desequilibrada por causa disso. Um PS neste estado serve os interesses da privatização de lucros à custa do Estado, como já se provou na saúde, nas PPP´s e por aí fora. Por muito que declarem o apoio à escola pública (embora de forma generalista e diluída no estado social) nas campanhas eleitorais ou em momentos parecidos, sabemos que é propaganda e táctica dirigida ao voto. Nos momentos importantes nada acontece e os últimos governos do PS acentuaram a tentação para agradar à direita de uma forma que só um psicanalista poderá explicar com rigor.







quinta-feira, 2 de maio de 2013

as maravilhas da impulsão

 


 


 


 


 


 


Sabia que há estudos que dizem que a ideia de dinheiro impulsiona o individualismo? E que recordar às pessoas a sua mortalidade aumenta o apelo a ideias autoritárias? E que o local onde votamos pode influenciar a nossa escolha?


 


E estamos condenados a esta manipulação (voluntária ou não)?


 


O Capítulo "A máquina associativa" da Parte I da obra de Daniel Kahneman (2011:78), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa, tem um tópico, "As maravilhas da impulsão", muito interessante (a obra é toda excelente, claro) com pistas sobre o assunto. E tem mais exemplos que nos deixam a pensar devagar.




Mais do que escrever sobre "as maravilhas da impulsão", decidi fazer umas quatro fotos com algumas passagens do tópico.


 


 



 


 



 


 



 


 


 


sexta-feira, 12 de abril de 2013

está bonito, está

 


 


 


 


 


 


Não sei se o ex-assessor do ministro da economia Álvaro Santos Pereira concluiu, no convívio com o ministro Gaspar, que o indivíduo tem comportamentos antissociais, que é de um egocentrismo extremo e que revela instabilidade e impulsividade. A ser assim é um psicopata social. Se Gaspar é agressivo e dirige essa pulsão contra a sociedade e tem com frequência comportamentos violentos e perigosos é um sociopata.




Levezas à parte, e até porque perante um sociopata ou um psicopata social a preocupação deve ser semelhante, o que se deve considerar é que Carlos Vargas, que saiu recentemente do gabinete do ministro da economia, declarou que Gaspar é psicopata social.




O blogue Câmara Corporativa viu a coisa assim.


 


domingo, 24 de fevereiro de 2013

da precipitação e da intuição

 


 


 


 


 


É, como já escrevi, interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. Parece que temos dois sistemas a regular a nossa mente. Podemos simplificar, considerando o sistema 1 como "imediato ou depressa" e o sistema 2 como "elaborado ou devagar".




Por vezes, parece que o sistema 2 é preguiçoso e ficamos pelo 1. Siga o exemplo que escolhi (página 62) e tirará algumas conclusões.


 


 


 


 


domingo, 3 de fevereiro de 2013

chegámos a um ponto tal...

 


 


 


... e ainda na sequência do "escurinho".


 


O politicamente incorrecto tomou de vez o lugar do politicamente correcto. Uma pessoa que tenha um exercício honesto, ou que defenda essa condição, desactualizou-se. Os politicamente correctos da actualidade são uns brincalhões e umas brincalhonas. São uma espécie de invertidos: existem na alteridade e sem espelho.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

da adse e das campanhas

 


 


 


 


 


 


Passos Coelho mentiu na campanha eleitoral. Disse, por exemplo, que era um disparate falar-se em cortes nos subsídios e foi o que se viu. Fê-lo também em relação ao sistema escolar e cavalgou, a exemplo de Nuno Crato no plano inclinado, a onda de contestação que os professores a muito custo sustentaram.


 


A ideologia radical do actual Governo tem adeptos que não saem do mundo das ilusões. Da ilusão ao radicalismo vai um pequeno passo.


 


Quando se pensa no futuro, imaginam-se as alternativas. O PS deu hoje um sinal que espera por isso a curto prazo. A polémica sobre a ADSE parece dividir o partido da rosa. Já li especialistas a fazerem laudos ao sistema e outros, como Beleza e Correia de Campos, no sinal contrário. Não consigo situá-los em relação ao trágico legado de Sócrates no sistema escolar (que tem algumas semelhanças com o que se passa na saúde). O que intuo é que a citada herança demora a ser engavetada de vez. É uma teimosa ilusão que se assemelha à que sustenta a tragédia em curso.


 


Por vezes, e por mais que se evidenciam os efeitos, o fanatismo partidário e os interesses que o movem não permitem ver para além disso e constroem um desastroso cimento.


 


Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa, tem uma explicação.


 


 



 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

dois sistemas

 


 


 


 


É muito interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. A definição para os dois sistemas que parecem regular a nossa mente, pode resumir-se como "imediato ou depressa" para o sistema 1 e "elaborado ou devagar" para o sistema 2.


 


É evidente que a formulação não é assim tão linear, mas podemos começar por analisar o problema da página 38 que se aplica a muitas situações da nossa vida e até ao que se está a passar com o pouco rigoroso e manipulado relatório do FMI.