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sábado, 7 de janeiro de 2023

"Obrigado, Professores"

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É um texto de António Sampaio da Nóvoa com um diagnóstivo devastador do governo da Educação nos últimos 20 anos.


Para ler a totalidade clique em "Obrigado, professores".


Colo uma pequena parte de seguida. Até impressiona o retrato dos últimos sete anos:



"(...)Há quase vinte anos, assistimos a políticas educativas que, apesar da sua clarividência em muitos temas, procuraram ganhar legitimidade acusando os professores de imobilismo e corporativismo. É de má memória a tese de que perder os professores não seria grave se se ganhassem os pais e a opinião pública.


Depois, entre 2011 e 2015, veio um governo explicar que havia professores a mais, que a pior opção para um jovem seria escolher um curso de educação ou de formação de professores e que educar não tinha qualquer ciência.


Nos últimos sete anos, o melhor que se pode dizer é que houve indiferença em relação aos professores. Iniciativas de atracção de jovens para a profissão? Nada. Políticas de formação de professores? Nada. Mudanças no recrutamento dos professores? Nada. Novos processos de indução profissional? Nada. Medidas de protecção dos professores e do seu bem-estar? Nada. Disposições para facilitar e desburocratizar o dia-a-dia dos professores? Nada. Valorização das carreiras docentes? Nada. Incentivos para projectos de inovação? Nada.(...)"


domingo, 16 de janeiro de 2022

domingo, 22 de maio de 2016

A liberdade como princípio, a liberdade como fim

 


 


 



A Liberdade como princípio, a Liberdade como fim (do facebook de José Matias Alves)


 


(...) 


Três liberdades e mais três. A liberdade é um substantivo, mas é também um verbo de acção. A escola pública tem de saber repensar-se, renovar-se, abrir-se.



Em primeiro lugar, repensando-se no espaço público. Há mais educação para além da escola. Hoje, precisamos de reforçar os laços entre a escola e a sociedade e assim renovar um compromisso social em torno da educação. É uma mudança decisiva, que exige uma efectiva capacidade de decisão das pessoas, das autarquias e das instituições no interior deste espaço público da educação. Não gosto muito da metáfora das «cidades educadoras», mas é a que melhor ilustra a dimensão de partilha e de co-responsabilização que marca a educação nas sociedades contemporâneas. 



Em segundo lugar, renovando-se como «coisa pública». 
A escola não é um «serviço» ou uma «mercadoria», é uma instituição da res publica. Quando se compara a escolha da escola com a escolha das malas, dos sapatos, do jornal, do carro ou da casa, como já se escreveu, perde-se todo o sentido, social e cultural, individual e colectivo, do acto de educar. 



Em terceiro lugar, abrindo-se ao futuro. Vivemos um tempo de profunda mudança geracional, em grande parte pela forma como o digital está a transformar as vidas das crianças e dos jovens. Michel Serres diz mesmo que, nas últimas décadas, nasceu «um novo ser humano que vive, pensa, comunica e ... aprende de maneira totalmente diferente». Os edifícios escolares vão desaparecer ou, pelo menos, vão transformar-se radicalmente. Os tempos escolares vão ser organizados de modo totalmente diferente. O trabalho dos professores vai sofrer alterações profundas. A escola pública tem de estar à altura desta revolução da aprendizagem que está a acontecer debaixo dos nossos olhos e perante uma certa «indiferença» da nossa parte. 






A escola pública tem de ser, cada vez mais, um espaço de liberdade. Hoje, as sociedades têm um nível de educação, instituições culturais e científicas e meios tecnológicos que permitem concretizar o sonho, que muitos outros sonharam antes de nós, de uma escola que é 


 


Igualdade 
Diversidade 
Aprendizagem 
Participação 
Autonomia 
Criação 


 


A liberdade tem uma característica única e singular: só existe em mim se existir também nos outros. Não posso ser livre se os outros viverem sem liberdade. A escola pública é o lugar da liberdade, de todos e não apenas de alguns. A liberdade como princípio. A liberdade como fim. 


 


António Nóvoa


Universidade de Lisboa


 


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

da realpolitik e das presidenciais - 2

 


 


 


 


"(...)Interessante é ver o enorme contraste entre os resultados das esquerdas inovadoras e das esquerdas conservadoras. Enquanto aquelas - esquerda do PS e BE - averbaram ganhos significativos, estas - o PS neoliberal e o PCP ortodoxo - registaram perdas claríssimas. E estas, infelizmente, foram suficientes para anular, a favor da direita, os ganhos obtidos.(...)". O que leu é parte de um texto de José Sarmento Ferreira no facebook e é bem elucidativo da confusão à esquerda se olharmos a partir das políticas educativas da última década. Resumamos para este formato: as confessadas políticas educativas neoliberais (as tais Novas Políticas de Gestão Pública que tinham como bandeira a accountability) foram aplicadas pelo "grupo" de Lurdes Rodrigues (penso que coordenado por Vieira da Silva), que está em pleno com o actual Governo, mas que já foram condenadas por Costa. Se havia quem "ouvisse", embora sem acção visível, os professores durante a tragédia socrática, era a ala "segurista" que está à direita dos "socratistas" (que são agora "costistas") e que negou Nóvoa votando em Marcelo. Basta googlar por Nóvoa e por dois conceitos que este reforçou recentemente, "O regresso dos professores" e "Escola transbordante", para se concluir que quase todos poderiam votar em Sampaio da Nóvoa com excepção dos neoliberais ainda não arrependidos (os convictos devem ficar descontinuados da esquerda europeia). Se estudarmos outras áreas encontramos desorientações semelhantes. Já agora, e pensando no BE inovador e nas presidenciais, não percebo o que festejam tão efusivamente.


 


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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

da realpolitik e das presidenciais - 1

 


 


 


Independentemente do efeito eucalipto à direita provocado por Marcelo, era expectável uma segunda volta. Não aconteceu por 2,5%, se tanto. Por muitas análises que se façam, há uma responsabilidade objectiva do PS nesse facto. Maria de Belém, com todo o direito a candidatar-se, obviamente, surgiu aos olhos dos eleitores como a anti-costistas apoiada pelos "seguristas" (digamos assim, porque não sei se esses legados existem). Partiu com 16 ou 17% e finalizou com 4%. Para onde foram os cerca de 12% dos votos? Uma parte significativa para Marcelo e ponto final. Não tivesse sido assim, estaríamos a disputar uma segunda volta e nunca se sabe o que aconteceria.


 


O que aconteceu com Maria de Belém? Se partiu com o apoio dos "seguristas", perdeu-o a meio da caminhada porque não quis assumi-lo. Como esses eleitores eram anti-costistas, tornaram-se anti-Nóvoa e votaram em Marcelo. Foi pena que não tivessem apoiado Sampaio da Nóvoa. Em consciência, era natural que o fizessem. O que é mais risível e incompreensível (para quem observa de fora), é que, na vigência de Seguro à frente do PS, António Sampaio da Nóvoa coordenou as principais acções da Educação, teria apoio para as presidenciais e não interferiu minimamente na luta interna dos socialistas. Ou seja, Sampaio da Nóvoa foi "vítima" da desorientação no maior partido do centro esquerda. Aliás, a confusão ideológica marca a história recente do PS e olhar para as políticas da Educação ajuda a compreender o fenómeno. Mas isso fica para um próximo post.


 


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Obrigado Sampaio da Nóvoa

 


 


 


 


Trinta anos depois de ter assinado, em Chaves, uma lista de apoiantes da primeira mulher independente, Maria de Lurdes Pintasilgo (1986), candidata à Presidência, apoiei pela primeira vez publicamente (os tempos mediáticos são realmente muito diferentes e com influência decisiva no desfecho até de eleições presidenciais), e fui proponente, um candidato à Presidência: António Sampaio da Nóvoa (2016).


 


O candidato a Cidadão Presidente não venceu, mas voltaria a ter o meu apoio se o tempo recuasse os dias que entendesse. O seu discurso após os resultados eleitorais é elucidativo: parabéns a quem venceu,  com a elevação e a coerência que fez com que há muito o considerasse um muito bom candidato, mas também num registo comovido e alegre, solidário e feliz, autêntico e estruturado. Foi mais uma lição. Sampaio da Nóvoa é daquelas pessoas que os portugueses, de uma ponta à outra do espectro político, não se cansam de pedir que diga presente, mas que depois não é ouvido com toda a atenção porque os fanatismos (e os pântanos, já agora) se sobrepõem.


 


Não sei se voltarei a apoiar com convicção uma candidatura Presidencial e muito menos se esse facto demorará outros trinta anos. O que observei, e vivi e testemunhei, foi uma extraordinária candidatura apoiada por cidadãos envolvidos pela emoção e pelo voluntarismo. Foi muito bonito mesmo. Publico um vídeo que fiz na Aula Magna no encerramento. Muitas pessoas que viram as imagens em directo pelas televisões perguntaram-me se os momentos de apoteose eram, como parece habitual, encenados para as televisões. Nada disso. O que se vê no vídeo foi uma constante naquela hora e meia. Sampaio da Nóvoa era sistematicamente interrompido por aquele testemunho inesquecível.


 


Portugal mergulhou na prosa dominical do empobrecimento e ainda não foi desta que os eleitores deram lugar à prosa poética. A democracia (nesta fase, mais mediocracia) é assim e é também por isso que a defendemos. Faz escolhas que nem sempre são as nossas ou as mais inspiradoras, mas valeu a pena. Obrigado, Sampaio da Nóvoa.


 



 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

domingo, 17 de janeiro de 2016

do apoio ao "Soldado Raso"

 


 


 


“Nunca ouvimos a este candidato a preocupação de haver dois países: o país dos mesmos rostos de sempre, que se perpetua na política e no poder mediático, e um outro país, com todos aqueles que independentemente do que deram e dão à causa pública se deveria limitar, ouvi-o dizer, à condição de soldados rasos! Soldados rasos? Mas soldados rasos somos nós todos!". Até parecia que estas palavras, ditas hoje, em Lisboa, por Sampaio da Nóvoa, foram ouvidas no conhecido Mercado de Santana (perto da Vila da Benedita). O grupo de apoio local (Caldas da Rainha) esteve por lá umas horas (a imagem é de ontem em Viana do Castelo) e registou uma muito boa recepção. Surpreendente ou não, as pessoas conhecem bem o candidato, recebem com simpatia a informação e registam o que tem para dizer o "Soldado Raso".


 


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sábado, 16 de janeiro de 2016

Sampaio da Nóvoa embalou

 


 


 


"Basta que Marcelo caia alguns pontos e ou Sampaio da Nóvoa consolide a ultrapassagem a Maria de Belém" para que se equacione a segunda volta, disse uma jornalista politóloga insuspeita de votar em Sampaio da Nóvoa ou num candidato do centro esquerda. Não sei se a abstenção vai subir, já se percebeu que Marcelo está longe dos seguros 60%, que Sampaio da Nóvoa embalou e que no Expresso real já duplica a votação de Maria de Belém; neste Expresso, o ex-comentador está entre os 49 e os 51%. Aliás, o Expresso oficial, o marcelista, é o único que já publicou sondagens pós-debate e dá uma descida de 0,1 a Sampaio da Nóvoa; é o suficiente para sorrir e reforçar a confiança numa segunda volta com a presença de Sampaio da Nóvoa como candidato efectivo a Cidadão Presidente.


 


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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

perplexidade com António Vitorino

 


 


  


António Vitorino disse, na SICN, que com candidaturas assim (e referia-se a todas) as presidenciais descredibilizam-se e o sufrágio directo e universal fica em causa, podendo a escolha passar para um colégio eleitoral (emanado da Assembleia ou do Conselho de Estado?). Já tinha reparado que Vitorino não aprecia, por exemplo, Sampaio da Nóvoa, mas fiquei perplexo com a desconfiança no voto popular e no sufrágio directo e universal (não falava da refundação do regime).


 


Por acaso, li no Expresso que Guterres considera que "o PR tem de ser um árbitro e eu gosto é de jogar à bola". Pois é. Sampaio da Nóvoa dá garantias constitucionais e de arbitragem, mas joga mesmo muito bem à bola e parece que isso incomoda alguns "senadores".


 


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Marcelo e as últimas sondagens?

 


 


 


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Apoio SNAP em Caldas da Rainha - Maria Eugénia Oliveira

 


 


 


Já foram publicados, na Gazeta das Caldas, três textos de apoio à candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República.


 


Texto de Maria Eugénia Oliveira.


 


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sábado, 9 de janeiro de 2016

Do debate de Sampaio da Nóvoa com Maria de Belém

 


 


 


 


Para além de tudo o que já se disse, fica a certeza que este cartaz faz todo o sentido.


 


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Sampaio da Nóvoa pode ir à segunda volta, vencer as presidenciais e fazer história

 


 


 


 


Expresso é "marcelista" e um bom barómetro eleitoral. Fiz uma leitura do primeiro caderno à procura de evidências presidenciais. Existem várias e indicam uma tendência que parece entristecer o semanário.


 


Marcelo desce de tal modo que será muito difícil escapar a uma segunda volta; Sampaio da Nóvoa descolou dos restantes candidatos e até Guterres (um apoiante natural de Maria de Belém) não anunciou essa intenção e espera pela segunda volta para acompanhar o PS no apoio a Sampaio da Nóvoa.


 


Fica a ideia que o Expresso tem estudos recentes sobre resultados anteriores ao debate Nóvoa x Marcelo e a tendência já era essa. Veja-se lá o que pode acontecer com uma candidatura assente num notável profissionalismo associado à coragem cívica e política, e sempre em tom elevado, que vem para "não deixar tudo na mesma" e que escapa "à lógica de clube fechado de políticos com acesso ao poder" tão do agrado do Expresso. Portugal está a ficar realmente "ingovernável" e com outro conceito de arco da governação.


 


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Sampaio da Nóvoa já vence debates em que não participa

 


 


 


O claro vencedor do debate entre Maria de Belém e Marcelo Rebelo de Sousa foi Sampaio da Nóvoa; isto promete.


 


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Sampaio da Nóvoa deu uma lição a Marcelo em plena televisão

 


 


 


 


Não sei se Sampaio da Nóvoa tornará "possível o impossível", mas aconteça o que acontecer e à medida que nos aproximamos da campanha eleitoral, reconheço-lhe o que há muito percebi: será um muito bom Presidente de todos os portugueses. Sinto-me representado num candidato que tem na genuinidade, na serenidade, na elevação e na coerência os atributos que nos levam a confiar num Presidente.


 


O debate de ontem, que vi e revi, pode ter sido um momento de viragem eleitoral que exija uma segunda volta. Não sei quantos eleitores de Marcelo mudaram de voto, mas tenho a certeza que poucos duvidam que Sampaio da Nóvoa é já a alternativa. Assim o centro e a esquerda ganhem "juízo" estratégico (alguém que avise Louçã).


 


A partir de agora, Marcelo Rebelo de Sousa está na posição que nunca imaginou. Para além do conhecido cata-vento sublinhado, desde logo, até por Passos Coelho, o ex-comentador "aprisionou-se" no clube fechado dos políticos que nos empurraram para onde estamos, que passam a vida a apelar à participação cívica, mas que se desorientam quando os cidadãos dizem presente. E mais: desprezou de forma inaceitável o percurso notável de profissionalismo e de acção cívica e política de Sampaio da Nóvoa que Marcelo não desdenharia para si no estado vigente da nossa democracia. Ou seja: o espaço natural, o tal caldo de cultura bullshit, do ex-comentador terá sido o seu "canto do cisne" (uma espécie de despedida)?


 


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