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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

do homem médio

 


 


 


 



 


 


Que me lembre, contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver bem no serviço militar: não te distingas, sê discreto; passa o mais possível despercebido.


 


Vem isto a propósito do Governo que ainda temos, do recurso aos especialistas da troika imposto pela actual maioria, para a enésima delapidação de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. A sugestão para "viver bem no serviço militar" subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para a denuncia consequente das fraudes do tipo BPN que nos arruinaram. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, "detectam" os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para as médias populacionais (o pico descrito por Gauss); mesmo que se prove que o pico financeiro está cada vez mais longe do pico populacional.


 


Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.


 


O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única. Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorrem a troika e os tecnopolíticos como o ex-ministro Gaspar, advogam uma excelência da média como tal: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.


 


 


 


 


Já usei parte deste texto noutro post.


 



sábado, 26 de outubro de 2013

tudo pode acontecer

 


 


 


 


 


 


 


 


 


Tenho a sensação que em Portugal, e a nível político, tudo pode acontecer. São já várias as vozes que temem pela democracia. Há um silêncio que alguns explicam pela emigração de 200 mil jovens adultos nos últimos dois anos. É uma explicação. Mas hoje realizaram-se em várias cidades do país manifestações enquadradas pelo "que se lixe a troika". As pessoas estão exaustas, desesperançadas e manifestam uma revolta contida que é resultado de constantes humilhações e insultos. São sinais muito importantes e espera-se que tenham consequências como as que muito politólogos reconheceram em 2011.


 


 


 



 


Tiago Miranda (foto tirada por telemóvel) Manif em frente à Assembleia da República











Daqui.


 


 

"não há becos sem saída"

 


 


 


 



 


 


Mais informação aqui.

domingo, 20 de outubro de 2013

da manifestação e dos jovens

 


 


 


 


 


É notório que os jovens vão desaparecendo das manifestações. No caso dos professores, regista-se a queda da participação mais jovem a cada acção de protesto. O fenómeno é explicado pela "impossbilidade" dos mais novos entrarem na carreira ou sequer como contratados. São já muito raros os jovens professores.


 


O Público dá conta do desaparecimentos dos jovens da manifestação de ontem.


 


Mas ainda há jovens adultos em número significativo? Repare-se no movimento que se "lixe a troika", e, mesmo antes disso, no que derrubou Sócrates, que era constituído maioritariamento por jovens muito activos nas redes sociais. Se emigram 100 mil jovens por ano, e nos últimos dois anos saíram 200 mil, então está tudo explicado. Os que ficam têm uma situação ainda aceitável ou alguma perspectiva disso; mas são muito poucos e não se manifestam.


 


 


 


 


domingo, 3 de março de 2013

é com relativa perplexidade

 


 


 


 


É com relativa perplexidade que leio a argumentação que desvaloriza a manifestação de ontem. Alguns governantes, mais os fanáticos ideológicos, acompanhados de comentadores do friso mainstream fazem um papel algo arriscado. Tenho ideia que não estão a ler a realidade. Devem ter as lentes embaciadas ou viradas para outro meridiano.


 


Gostei especialmente de dois registos blogosféricos.


 


O Paulo Guinote é definitivo no contraditório com os anti-que-se-lixe-a-troika: "A manifestação que falta - De apoio ao Governo e à política actual, de louvor à troika. Se quiserem posso ceder o meu terraço… Tem coisa de 15 metros quadrados… dá para quase 50, vistos de helicóptero...(...)".




O Mário Carneiro captou muito bem a atmosfera do 2 de Março: "Lisboa. Os rostos fechados predominaram sobre as palavras de ordem, sobre as cantilenas e até sobre a «Grândola Vila Morena». Pairou o ar pesado de quem sofre, de quem se sente enganado, de quem ainda contém a revolta. Os momentos de festa e de humor escassearam. O silêncio imperou durante partes significativas do desfile. Por vezes a marcha parecia fúnebre. Só os passos se ouviam.





Era importante que estas duas descrições da realidade não escapassem a quem diz que governa o país e que evitassem seguir o caminho da confrontação sugerido por Marcelo Rebelo de Sousa.











Foto de Luiz Carvalho.

do dia seguinte

 


 


 


Foi uma semana marcada por sinais importantes na Europa e nos EUA. Se Obama tem que fazer cortes, que considera disparatados, por conta dos republicanos, os europeus têm de perceber de vez a necessidade de fazer política de forma diferente da habitual depois do fenómeno italiano "Grillo-5-estrelas" e do "que se lixe a troika" português.


 


Urge uma qualquer viragem e espera-se que os egoísmos e as soberbas não deitem de novo tudo a perder. Se assim não for, se não existir uma réstia de esperança e de humildade, podemos prever que o que vem aí será ainda pior e que desaguará numa tragédia de dimensões imprevisíveis. Não foi assim na história recente?

desde logo

 


 


 


 



 


 


 

sábado, 2 de março de 2013

imagens em actualização - 2 de março

 


 


 


Este post será actualizado até amanhã com imagens que encontro na rede ou que chegam por email.


 


 



 




Foto de Francisco Salgueiro (obtida no palco em Lisboa).












Foto de Manuel Sanches em Lisboa.














Foto disponibilizada por Filomena Branco (manifestantes em Estocolmo).














Foto de António Duarte em Coimbra (do blogue do Paulo Guinote).












Foto de Gazeta das Caldas em Caldas da Rainha.














Foto disponibilizada por Sílvia Guedes. Imagens do Porto.












Foto de Egídio Santos no Porto.

o 2 de março nas caldas da rainha

 


 


 


 


Começou cedo, 14h30, o 2 de Março de 2013 nas Caldas da Rainha. Foi das cidades onde a organização manteve durante mais tempo a lição de civismo. Foi uma tarde bem passada e que correspondeu ao espírito de protesto que se viveu em todo o país.


 


 



 


 


Por volta das 15h00 na Praça 25 de Abril (onde se montou o palco). 


 


 



 


 


O movimento Em Defesa da Escola Pública do Oeste marcou presença com um desenho de António Ramalho.


 


 






A manifestação terminou com a "Grândola Vila Morena".

vou

 


 


 


sexta-feira, 1 de março de 2013

amanhã

 


 


 


 



 


 


 


Hesitei entre uma das "minhas" cidades e a capital para participar no prometedor 2 de Março de 2013.


 


Como prevejo uma jornada única e histórica em Lisboa, a exemplo do inesquecível 15 de Setembro de 2011, gostava de estar presente.


 


Já decidi que vou começar pelas Caldas da Rainha, às 14h30, e logo se vê.


 


Apesar do concelho ser demasiado águas mornas e fã do aparelhismo, é bom não esquecer a história recente do sistema escolar.


 


Foi aqui que surgiram a valorosa e inesquecível Santo Onofre, em combate ao Socratismo-lurdismo, e alguns dos movimentos de professores com saliência para o recente Em defesa da Escola Pública no Oeste.




E depois há toda uma série de resistentes que farão do 2 de Março uma jornada que valerá a pena.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

será do frio?

 


 


 


A troika (e a malta para além dela) está hesitante como nunca se tinha visto. A incógnita substituiu a soberba ideológica e a indecisão tomou o lugar da decisão dura e sorridente. O medo vai mudando de sítio, como sempre acontece. Será do frio ou do 2 de Março? Sócrates caiu com o 15 de Setembro de 2011 e a troika (e a malta para além dela) não o ignora. É bom que intuam que as coisas acalmaram porque existiu a queda.

da espécie de nonsense

 


 


 


 


Está completamente fora do meu ideário manifestações inaceitáveis como a de ontem na Faculdade de Direito com um coelho enforcado. É, para além de tudo, mau gosto; muito mau gosto.


 


Tenho ideia que a vaga "que se lixe a troika" tem uma dimensão imensurável e é escusado encontrar "responsáveis". É tão despropositado e desconhecedor apontar estes ou aqueles, como considerar que o episódio grotesco do coelho foi uma conspiração da JSD que seguiu a sugestão de Marcelo Rebelo de Sousa para se "opor" à Grândola Vila Morena. 


 


Qualquer que seja o veredicto, não é boa ideia inventar actos disparatados nem sequer convocar grupos para combaterem os adversários.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

então? É com a Grândola Vila Morena que a gente resolve tudo?

 


 


 


 


Isto está difícil e mais ainda quando pensamos em alternativas à troika. A Jerónimo Martins, que aumentou para 360 milhões o lucro em 2012, tem um CEO com tiradas que baralham as mentes.


 


Repare-se: não é com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve nada, ou seja, também não é com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve tudo e às tantas será com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve nada ou com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve tudo.


 


"Não é com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve nada"


"Alexandre Soares dos Santos diz ser "a favor de manifestações", mas pede "conteúdo" no debate e apresentação de alternativas para o futuro.(...)"


 

promete (3)

 


 


 


 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

invenções e radicalismos

 


 


 


 


 


Logo se percebeu que os cortes de 4 mil milhões só podiam ter duas origens: invenção maquiavélica ou radicalismo ideológico; pior ainda se as misturarmos. A invenção distrai as classes média e baixa enquanto se operam cortes brutais nos salários e pensões e permite, como se vê, a suavização dos prazos assim que os pagamentos de Fevereiro se efectivem. O radicalismo ideológico do Estado mínimo é pior. Vai para além do momento, crê no modelo e acredita que é uma questão de tempo. A combinação das origens é trágica e só pode ser vencida fora do arco do poder, como se viu no 25 de Abril de 1974.


 


Não é por acaso que uma brigada de socratistas (A. Santos Silva, M. L. Rodrigues ou F. Assis), e depois de não ter a benção de A. Costa, vem a terreiro desesperada com algum possível desvio ao centrão e tem o desplante de considerar que cantar a "Grândola, Vila Morena" durante um ou dois minutos é impedir alguém de falar (queriam o quê? Que o povo vos levasse para o Campo Pequeno?).


 


MLRodrigues foi ao ponto de apelar aos sindicatos que "estruturam" a contestação, recordando-nos os tempos em que o seu MEC estava invadido por sindicalistas que faziam "jogo duplo". Vale-nos que esta gente sem poesia, sem coluna vertebral e "vendida" às benesses das oligarquias não engana as pessoas como se viu em 2008 e no 15 de Setembro de 2011. O actual Governo deve cair, mas a tralha (pesei bem, sim) socratista não deve pensar que é em sua memória; as famílias são afins.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

já vai longa

 


 


 


 


A luta já vai longa, como se previa, e a repetição do óbvio nunca é um risco; é um dever. O que mais impressiona nos teóricos da direita, nos do sistema escolar também, é o silêncio ou a defesa do direito à palavra contra a "A Grândola, Vila Morena". Francamente: não é nada disso que está em causa. Quem os viu e quem os vê. Era algo que se percebia, mas surpreende a generalização. E surpreende tanto como o aparecimento indignado, oportunista e apontador de dedo dos mais-socratistas-que-o-dito.


 


Espera-se um qualquer rebate de consciências. Mas mais do que isso, deseja-se que convirjam na estratégica e inteligente escolha de 2 de Março de 2013. Os do costume continuam no mesmo sítio e lá estarão.


 


 


 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

avanços

 


 


 


 


 


A CGTP vai participar na manifestação de 2 de Março de 2013 ("Que se lixe a troika") e dizem-me que é a primeira vez que a central sindical integra uma manifestação que não organizou. No caso do sistema escolar, espera-se pela decisão dos restantes sindicatos (esta "espera" é só para sorrir um bocado).


 


É um avanço.


 


Bem sei que não se pode confundir a CGTP com todos os sindicatos nela filiados, a exemplo do que se passa com a Fenprof. Quando digo que é um avanço, estou a recordar-me do auge da luta dos professores em 2008 e 2009.


 


Como sou sindicalizado desde sempre e como apoiei os movimentos de professores (mais ainda, e naturalmente, os que nasceram na "minha" área geográfica"), conhecia relativamente bem os propósitos de ambos. Fiz um esforço de união. Modesto, mas determinado. E tanto me aborreciam as manifestações de anti-sindicalismo primário, como as defesas do sindicalismo-tout-court-e-encostado.


 


Recordo-me de um episódio. Numa semana que terminou com um grande manifestação de movimentos na capital, dois delegados sindicais entraram na sala de professores da escola onde sou professor e, enquanto distribuíam uns papéis, professavam: é contra os movimentos. Dei-lhes conta da minha indignação. Faziam o jogo do Governo de Sócrates e isso deixou marcas.


 


Espero, sinceramente, que outros ventos se levantem.


 


 



 


 


 


 


O propósito é simples. É também difícil? Claro que sim. Mas difícil é quase sinónimo de belo.