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sábado, 24 de setembro de 2022

Da fórmula que consiga o milagre da multiplicação dos professores

Foi em 2003 que os concursos de professores iniciaram o movimento descendente. O rol de injustiças (inúmeras já irreparáveis) foi crescendo e lançou os procedimentos num labirinto. Entre tanta justificação mainstream, a avaliação do mérito dos professores destacou-se.


O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública nasceu para resolver de vez, diziam os mentores, esse tipo de "lacuna". O SIADAP adaptado ao ensino (2006) reuniu uma linguagem sedutora e bem-pensante, como as que deram origem aos totalitarismos. A bem dizer, a "meritocracia industrial" é brutalmente injusta.


SIADAP hibernou até 2017. Sobreviveu em regime de faz de conta. O renascimento degradou inexoravelmente o clima das escolas. Para que o desnorte premonitório inscrevesse mais um episódio paradoxal marcante, em "Outubro de 2012" o Governo eliminou, como corte financeiro, as distinções por "mérito" e os sindicatos exigiram a continuação.


É um processo com muita história. Exige atenção, agora que se assiste ao regresso da ideia que secundarizou a graduação profissional nos concursos e desceu ainda mais a condição dos professores contratados: a bolsa de contratação de escola.


Aliás, em Portugal há, e há muito, meios e conhecimento para que os concursos de professores por lista graduada sejam um não-assunto. A tortuosidade administrativa do ME, o clima de desconfiança e a incompetência de decisores é que criaram a situação vigente que agrava o estado geral de falta de professores nas democracias. Acima de tudo, é com tristeza que se assiste à busca de uma fórmula que consiga o milagre da multiplicação dos professores.


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quarta-feira, 22 de junho de 2022

Da Meritocracia


O "excesso" de meritocracia, ou a meritocracia insensata e mergulhada no capitalismo selvagem, elimina a meritocracia como alicerce das sociedades democráticas do nosso tempo. É uma conclusão que vai ganhando força e que não é contraditória. E depois existe uma questão antiga que Michael J. Sandel, em "O que o dinheiro não pode comprar", sintetiza de forma simples e bem actual: "há valores que o mercado diminui ou perverte".


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domingo, 6 de fevereiro de 2022

Da História do Mérito e da Sua Latitude e Longitude

Olaf Scholz, o novo chanceler da Alemanha, é defensor das teses muito críticas da meritocracia de Daniel Markovits e Michael Sandel. Sabe que, e para além de outras consequências, a armadilha meritocrática criou, através das competições na escola e no trabalho, um fosso crescente entre as elites e as restantes classes. Esse aumento baseou-se em inéditos e volumosos, e com efeito de bola de neve, investimentos financeiros na educação que resultaram em brutais desigualdades educativas e numa polarização política que levou os excluídos a votarem em populistas, demagogos e autoritários.


Há um contraditório que afirma que Olaf Scholz quer recuperar o modelo da União Soviética onde, dizem, não existia meritocracia. Discordo. Os defensores das teses da armadilha meritocrática explicam-no através de um triângulo inquestionável: o elevador social faz-se mais pelo vértice do investimento financeiro do que pelos outros dois: talento e esforço. Esse vértice na União Soviética trocou o investimento financeiro pela ascensão no partido único. Portanto, não se trata de nivelar por baixo. Trata-se de reequilibrar e redistribuir melhor e de investir na educação pública.

sábado, 26 de junho de 2021

A Propósito de Melhores e Piores Professores

"Vida e morte do sistema escolar americano: como os testes padronizados e o modelo de mercado ameaçam a educação" é o título de um livro de Diane Ravitch, ex-secretária de Estado na administração do Bush mais crescido; bem à direita, portanto. A ex-governante tem outra obra fundamental, "Reign of Error: The Hoax of the Privatization Movement and the Danger to America's Public Schools" (qualquer coisa como: o reinado do erro: A farsa do movimento de desestatização e o perigo para as escolas públicas da América). 


Na primeira obra citada,



"(...)Diane Ravitch expõe de forma acessível e detalhada a evolução das reformas de mercado no sistema escolar dos Estados Unidos nas últimas décadas, criticando os seus pressupostos ideológicos e denunciando os seus resultados, que contribuíram para agravar a crise da educação pública americana.(...)A autora adota uma postura sincera e corajosa ao rever as suas posições e admitir que as soluções de mercado não estão alcançando as melhorias esperadas no desempenho dos alunos. Os EUA permanecem estagnados em avaliações nacionais (Naep) e internacionais (Pisa).3 Para além dos números, a crítica mais fundamental de Ravitch é que essas soluções de mercado estão erodindo os valores públicos e a própria educação pública, que ela advoga como uma instituição essencial para a democracia e para a constituição de uma nação economicamente forte e repleta de oportunidades. Ela manteve sua posição em defesa da escola pública e das referências curriculares. Permanece endossando que o sistema educacional defina claramente seus objetivos, através de um currículo rico e coerente que englobe uma formação abrangente, além das habilidades básicas, que têm sido o alvo restrito dos testes atuais. No início do livro, ela analisa como as novas reformas se distanciaram dessa preocupação fundamental com o currículo e passaram a acreditar que mudanças na gestão e na estrutura do sistema seriam prontamente a solução para os problemas da educação. Os princípios empresariais de gestão e contratação de profissionais, escolha, recompensas e punições para incentivar a força de trabalho, decisões e metas baseadas em um bom sistema de dados, passam a ser soluções por si mesmas, negligenciando as dimensões pedagógica e política da educação.(...)"


2ª edição deste post. A primeira foi em 08.08.2016


sexta-feira, 16 de abril de 2021

para lá do humano

 


 


1ª edição em 02 de Fevereitro de 2014. "Nem um calceteiro pode ser avaliado de um modo puramente quantitativo e meritocrático", é uma evidência que devia ser óbvia nas sociedades modernas que se dizem avançadas. Quando um político afirma que com a primazia da avaliação do desempenho o "Governo está a levar o "medo" às empresas", fica a ideia de que a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream lá se encarregarão de colocar a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade.


 


A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da personalidade; o aluno é o outro e tem, naturalmente, uma reduzida possibilidade de contestação. O faz-de-conta reduz-se e é quase inexistente. Entre adultos, entre iguais, o faz-de-conta é galopante e a sua absolutização é uma condição de sobrevivência para os intervenientes. Mas isso não impede que o "medo" se instale e que se criem, paulatinamente, condições para um totalitarismo; por explosão ou implosão.


 


 


 


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Para Além do Humano

 


 


 



"Nem um calceteiro pode ser avaliado de um modo puramente quantitativo e meritocrático",



é uma evidência que devia ser óbvia nas sociedades modernas. Se um político afirmar que a primazia da avaliação do desempenho leva o medo às empresas, a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream colocarão a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade. 


A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da personalidade; o aluno é o outro e tem, naturalmente, uma reduzida possibilidade de contestação. O faz-de-conta é quase inexistente. Entre adultos, entre iguais, o faz-de-conta, e a sua absolutização, é uma condição de sobrevivência para os intervenientes. Mas isso não impede que o "medo" se instale e que se criem, paulatinamente, condições para um totalitarismo; por explosão ou implosão.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

"Aprender não é uma competição" - Singapura aboliu os rankings

 


 


 


Singapura, um farol para os mais fundamentalistas defensores dos rankings, "aboliu os rankings de escolas pelos resultados dos alunos em exames".


Antes de ler, saiba que o Ministro da Educação, Ong Ye Kung, espera mostrar aos alunos que “aprender não é uma competição”.


Os relatórios deixam de publicar a posição de um aluno em relação à turma ou a qualquer grupo. Mas não é apenas isso. As informações a serem removidas incluem:



  • Média das turmas e dos ciclos.

  • Notas mínimas e máximas.

  • Sublinhado e/ou colorido dos erros.

  • Aprovação/reprovação como resultado do final do ano.

  • Médias das notas de qualquer grupo de alunos, o que inclui quadros de honra, de mérito e restantes procedimentos análogos.

  • Médias gerais de classificações. 


Nota: o que terá acontecido com as crianças e jovens em Singapura (um país de topo no PISA e nos alunos "top performers") para esta mudança radical? Estas alterações são imediatas porque o acesso ao ensino superior em Singapura será diferente do nosso. Aliás, em Portugal a situação tem um dado curioso: 95% (cerca de) dos candidatos ao superior são colocados nas primeiras opções e 95% (cerca de) dos cursos não justificam este modelo de acesso para preencherem as vagas. Impõe-se a interrogação: a quem interessa o estado vigente?


 


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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Dos concursos de professores

 


 


 


Foi em 2003 que os concursos de professores iniciaram o movimento descendente. O rol de injustiças (inúmeras já irreparáveis) cresceu e lançou os procedimentos num labirinto em forma de imbróglio. Entre tanta justificação, o mérito no exercício dos professores destacou-se ciclicamente.


O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública nasceu para resolver de vez, diziam os mentores, esse tipo de "lacuna". O SIADAP reuniu uma linguagem sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos. A "meritocracia industrial" é, objectivamente, uma impossibilidade.


SIADAP hibernou, mas sobrevive em regime de faz de conta e degrada o clima das organizações. Para que a comédia tivesse um episódio marcante, em "Outubro de 2012" o Governo eliminou, como corte financeiro, as distinções por "mérito" e os sindicatos exigiram, de modo cínico, obviamente, a continuação da tragédia. É um processo que exige atenção agora que se assiste, nos concursos de professores, ao regresso "inspirador" das ideias datadas que secundarizaram a graduação profissional e permitiram dois desmiolos: bolsa de contratação de escola e prova de ingresso.


 


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sexta-feira, 1 de abril de 2016

ferro rodrigues defende aumentos dos deputados

 


 


 


O presidente da Assembleia da República (PAR) defende a atracção "dos melhores para deputados, ao contrário da mediania que se está a verificar". Diz que se está a perder qualidade. É uma velha questão. E para isso, Ferro Rodrigues advoga o aumento salarial dos deputados ainda nesta legislatura. Não se trata da reposição que se verifica com pensionistas e funcionários públicos. É mesmo meritocracia.


 


Para além de tudo, e como me dizem que o PAR é da tendência socialista meritocrática que aplicou as "New Public Management", era bom questioná-lo se a mediania inclui os jovens deputados que fizeram a comissão parlamentar do caso BES e se os melhores são os (só de elencar, arrepia) inúmeros que exerceram cargos de chefes de Governo, de ministros ou secretários de Estado das mais diversas pastas e que até foram chefes de grupos parlamentares, figuras relevantes dos aparelhos partidários, membros do Conselho de Estado e por aí fora. É que não vejo a "mediania que se está a verificar" a queixar-se da falta de estímulo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

da meritocracia

 


 


 


O "excesso" de meritocracia, ou a meritocracia insensata e mergulhada no capitalismo selvagem, elimina a meritocracia como alicerce das sociedades democráticas do nosso tempo. É uma conclusão que vai ganhando força e que não é contraditória. E depois existe uma questão antiga que Michael J. Sandel (leio que é "o maior filósofo vivo), em "O que o dinheiro não pode comprar", sintetiza de forma simples e bem actual: "há valores que o mercado diminui ou perverte".


 


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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Meritocracia, democracia e capitalismo

 


 


 


 


O "excesso" de meritocracia, ou a meritocracia insensata e mergulhada no capitalismo selvagem, elimina a meritocracia como alicerce das sociedades democráticas do nosso tempo. É uma conclusão que vai ganhando força e que não é contraditória. "Desde o momento em que as taxas de rentabilidade do capital ultrapassam de forma duradoura as taxas de crescimento da produção e do rendimento - o que foi o caso até ao século XIX e indiscutivelmente parece voltar a ser a norma no século XXI -, o capitalismo produz de forma mecânica desigualdades insustentáveis, arbitrárias, voltando a pôr radicalmente em causa os valores meritocráticos nos quais se fundam as nossas sociedades democráticas.(...)". Piketti, Thomas, "O capital no século XXI", (2014:16).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

por onde anda o "compromisso portugal"?

 


 


 


 


Quando se tratava de apontar os professores e os funcionários públicos como os primeiros responsáveis pelo desastre financeiro, havia uns movimentos do género "Compromisso Portugal" que tinham aparição diária e que indicavam o caminho da salvação. Os modelos empresariais de sucesso - dos homens providenciais - exemplificados por Salgado do BES, Rendeiro do BPP, Jardim do BCP ou Costa do BPN eram as receitas do fim da história. Tudo em nome de Portugal e da avaliação meritocrática dos funcionários públicos.


 


As perguntas impõem-se: o que é feito dessa malta tão elevada? Estão tão silenciosos e desmobilizados porquê? Então e o país? Já cortaram uns 40.000 professores, mais uns milhares de milhões em impostos, salários e subsídios, e a dívida continua a subir? Quem é feito do discurso dos comentadores alinhados com estas correntes, como Gomes Ferreira, Nogueira Leite, Medina Carreira ou Camilo Lourenço? Não dizem nada sobre este estrondoso sucesso empresarial?


 


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domingo, 8 de fevereiro de 2015

da crise vigente e da corrupção denunciada por stiglitz

 


 


 


 


Os EUA exportaram, segundo Stiglitz, o seu modelo de corrupção e a Europa adoptou essa meritocracia: a dos interesses e do monetarismo que aniquilou a do currículo, dos programas, das ideias e dos projectos. E os europeus foram de tal forma impregnados que as oligarquias nasceram como cogumelos até nos confins dos territórios.


 


É também isso que explica muita da corrupção que nos afundou e que se ligou aos aparelhos partidários e às campanhas eleitorais. Há muito que a as vitórias eleitorais nos EUA se medem pela quantidade de fundos. Até a de Obama ficou ligada a esse pragmatismo com um inédito financiamento popular.


 


Em Portugal também foi assim. Houve presidentes da República que o denunciaram com veemência, mas a máquina estava tão imparável que só estremeceu quando se estampou contra o muro da bancarrota. A exemplo da frieza não contemplativa da diplomacia internacional, também as máquinas partidárias não olharam a meios nem a solidariedades. Não é por acaso que Soares, repito, se indigna com a singularidade da prisão de Sócrates, embora uns poucos, como Duarte Lima e afins, já tenham caído numa espécie de desgraça.


 


 


 


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Museu Guiness (a mandante da cidade?). Dublin. Agosto de 2013. 


 


 


 


 

domingo, 16 de novembro de 2014

até a transparência passou a démodé

 


 


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 O eterno desenho do Quino.


 


O liberalismo selvagem (ou ultraliberalismo) vigente, persistente, totalitário e já com história, tem contornos evidentes. A sua agenda consistiu na diluição de alguns valores essenciais à democracia. Por exemplo, a ideia de transparência foi-se tornando em algo só ao alcance de pessoas pouco espertas ou nada expeditas: uma coisa démodé


 



Nada tens a esconder? Não és interessante. És um aborrecido.



 


A revista do Expresso tem uma interessante entrevista sobre a necessidade de desconstruir o tal liberalismo:


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O título está também interessante:


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A entrevista é extensa. Escolhi uma das lides (de lead :)):


 


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E por falar em revistas e peças interessantes, também aconselho a peça da Revista do Público sobre "O estado da meritocracia em Portugal".


 


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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

a meritocracia na versão monetária

 


 


 


 


Os ultraliberais inundam a linguagem com a meritocracia, aplicada aos outros, claro, e depois nomeiam o ex-ministro-adjundo Moedas para comissário da inovação e ciência. Ou seja, o membro de um Governo que arrasou com a Educação e a ciência em Portugal vai gerir os 80 mil milhões de euros europeus; deve ter a bênção do Goldman Sachs.


 


Crato ficará para a história, segundo um seu amigo, como um "science killer"; veja-se lá. Mas o ministro já sentenciou sobre a nomeção de Moedas com uma declaração que deve ser lida ao contrário, como Crato nos tem habituado nas mais diversas variáveis: "Carlos Moedas é um profundo conhecedor". É claro que o ministro pode também estar a saltar do barco e a indicar o nome do verdadeiro "science killer".


 


 


 


 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Da queda da meritocracia e do unipessoal

 


 


 


 


Uma boa liderança não precisa do unipessoal para se afirmar, mas uma chefia incompetente pode usar o modelo referido para provocar danos impensáveis.


 


Há uma certa direita, e mesmo alguma esquerda com alguns problemas só explicados por Lacan, que olha para os imaculados banqueiros - esses expoentes da meritocracia e do unipessoal -, com a mesma estupefacção que ocupou as neurónios dos pró-soviéticos com as revelações após a queda do muro.


 


A meritocracia e o unipessoal não lidam bem com a democracia, mas são essenciais aos regimes totalitários; o que acabei de escrever tem já demasiadas evidências teóricas e empíricas e admite, naturalmente, excepções.


 


O exemplo dos banqueiros, mais ainda do endeusado Salgado do BES (mas também do beato do BCP ou do "guru" da gestão do BPP), é elucidativo quanto à falácia da meritocracia que se quis impor (ainda ontem à noite na RTP1 vi José Sócrates, esse "animal feroz" acérrimo defensor das duas categorias para gáudio do público do segundo parágrafo, confessar que o seu maior erro foi a avaliação de professores) e evidencia o perigo real dos modelos unipessoais.


 


Por vezes, são necessárias tragédias para que alguns dogmas caiam. Não sei se foi desta que caíram mais duas ideias inumanas na aplicação, mas houve um abalo significativo com efeitos colaterais ainda por determinar.