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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

O parlamento desconsidera os professores

 


 


 


No caso dos professores, nada de substancial se altera com as mudanças de geometria parlamentar no suporte dos governos. Nem sequer a hiperburocracia ou a dimensão civilizada e democrática das organizações. Mas passemos à frente.


Conclui-se que, afinal, o "Governo endurece regras para reforma antecipada". Enquanto se sucede o rol de mentidos e desmentidos de todos os universos parlamentares, anuncia-se que a "recuperação integral do tempo de serviço dos professores na Madeira começa a 1 de Janeiro". Quem viu as declarações dos partidos que suportam o Governo durante a saga OE2019, sorri com uma frase que ouvi por aí (mais ou menos assim, claro): "Enquanto a maltinha da escola Robles joga às ultrapassagens com a trupe dos fumos da margem sul, os dos olhinhos só para as Raríssimas cortam nos do costume e "emprestam" aos bancos".

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

mais duas baixas por habilitações falsas

 


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É, objectivamente, uma descida na confiança nas instituições, e na democracia, a sucessão de habilitações falsas. Depois dos últimos casos, o Expresso "apurou que o Governo" procurou mais irregularidades. Houve duas pessoas que pediram exoneração sem entrega da documentação. Percebeu-se que o fizeram por terem declarado habilitações falsas. É, e sei lá que se diga mais no meio deste pântano, uma atenuante. O Público revela uma prática muito negativa para o crédito das nomeações em concursos públicos: "no momento da nomeação, foi-lhe pedido que apresentasse o currículo para que fosse colocado no despacho e “acreditou-se que as informações eram as correctas”.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Da banca que nem um relógio suíço

 


 


 


A falência da banca portuguesa obedece a uma precisão suíça: desde 2007 que é um por ano para não tornar "impossíveis" os orçamentos rectificativos. Nos anos mais recentes, o ritmo anual registou o BPN, seguiu-se o BES, depois o Banif, agora a CGD e parece que se adivinha o Montepio. É uma espécie de relógio suíço, quiçá em homenagem à nação neutra que não se limita a lavar vil metal: seca, lava a seco, engoma e faz entregas ao domicílio. Nem a tal de FIFA conhece qualquer obstáculo. É o modelo chuva que se vê na imagem. Talvez seja um modo prospectivo, mais amigo do ambiente, de tratar os trajes.


 


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domingo, 10 de abril de 2016

as escolas abrem todas

 


 


 


 


São diversos os ângulos do escândalo offshoriano da fuga aos impostos. As nossas "elites" são historicamente viciadas nestas trafulhices que, resumidamente, têm uma finalidade: viver à custa do trabalho dos outros. Foi assim durante três séculos com a escravatura, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo. Desta vez, a coisa agrava-se nas democracias ocidentais e os "desgraçados" são os pagadores de impostos e as políticas sociais. Na saúde os alarmes soam quando "começam" a morrer pessoas, na justiça há que manter os povos minimamente em ordem e nos sistemas de segurança social o objectivo é impedir que os descontinuados se aglomerem perigosamente. Na Educação até se pode encher salas de aula, passar a vida em "reformas" para entreter o auditório, encerrar ou aglomerar escolas sem critério civilizado que se conheça, manter números vergonhosos de analfabetismo ou aumentar o insucesso escolar em crianças e jovens. O que interessa é que os Dragui´s que controlam o protectorado se satisfaçam com a coluna excel da despesa e tranquilizem os "desorientados" governos que se sucedem.


 


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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Os professores ficaram colocados no vazio e não há culpas?

 


 


 


Inúmeros (sim, foram muitos e não se sabe quantos) professores dos quadros foram colocados, por erro, em vagas sem horário e restou-lhes o recurso hierárquico?


 


E se estão satisfeitos com a nova colocação e não reclamam?


 


E como é que reclamam os que não correram e que passaram para horário zero porque o colocado com erro é mais graduado?


 


Nas seguintes cinco variáveis encontramos explicação para a coisa:



1. o MEC errou no lançamento das vagas a concurso;


2. a aplicação informática está errada;


3. as escolas erraram no planeamento;


4. as escolas erraram a lançar as vagas;


e 5. as escolas erraram no lançamento e o MEC não corrigiu mesmo que avisado.


 



Havendo esta objectividade, o MEC e os sindicatos reuniram e passaram a responsabilidade para os professores através do tal recurso?


 


É impressionante a cultura portuguesa de apropriação do bem comum e de irresponsabilidade.


 


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quinta-feira, 25 de junho de 2015

avoluma-se a saga "professores colocados no vazio"

 


 


 


Como ontem interroguei, "professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário?"


 


O Público diz hoje que os "sindicatos denunciam erros e injustiças nos concursos".


 


Lendo os depoimentos sobre o assunto, conclui-se: existem dois tipos de erros das escolas: de planeamento ou no lançamento digital das vagas a concurso. No segundo caso, o MEC não terá corrigido as solicitações para a reparação do erro.


 


Mas há erros do MEC: num possível lançamento digital das vagas ou no algoritmo da aplicação informática. Percebe-se que o processo errático tem uma grande dimensão e que os professores seriamente lesados (os que concorreram e os que não concorreram e ficaram com horário zero) não podem entrar em mobilidade especial. É o mínimo; mas mais: era uma boa oportunidade para acabar com esta praga dos horários zero.

sábado, 20 de junho de 2015

governo dá nota zero a crato e casanova e a escola pública apanha por tabela

 


 


 


A principal notícia da primeira página do semanário mais lido do país é aterradora para a imagem da escola pública: "colocação de professores: governo cria plano para evitar caos antes das eleições". É tal a incompetência de quem governa o MEC (estão há dois anos em exercício demissionário e isso permite todas as humilhações "como as de Passos nesta semana"), que o Governo contratou auditores externos e diz que anda a simplificar procedimentos. Ou seja: fazer de conta, no regime de vale tudo, para os eleitores permite gastos que o quotidiano da vida das escolas proíbe. Bater mais fundo é difícil, realmente.


 


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quarta-feira, 17 de junho de 2015

passos, o gerente, tem um novo atrevimento: gestor escolar

 


 


 


Passos Coelho, o gerente, disse "que promete estudar a redução da carga burocrática dos professores". Este indivíduo é mesmo atrevido. Isto é o cúmulo do nacional faz-de-conta. O que importa é fingir. O actual primeiro-ministro recorda-me um "gerente". Está ali para gerir de acordo com os ditames e sem pensar muito. Em época de campanha tem direito ao atrevimento. Se se der o caso de surpreender positivamente os "patrões", indo além das receitas mais temerosas, espera-se um mútuo esfregar de mãos e uma aflita interrogação: até quando?


 


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terça-feira, 14 de abril de 2015

sampaio da nóvoa e o processo saldanha sanches

 


 


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Impressionou-me o fanatismo contra Sampaio da Nóvoa. As redes sociais inundaram-se de inquisidores.


 


O texto que pode ler, de Isabel do Carmo, explica como Sampaio da Nóvoa fez o que lhe era possível para que Saldanha Sanches não passasse pelo crivo medieval da bola preta.


 


Destaquei um parágrafo para a imagem. Recorda uma teia de situações análogas que tomaram conta da democracia.


 


Mas o melhor é ler aqui a crónica toda e que colo a seguir:


 



"Li no DN de 9 de abril de 2015 uma coluna de opinião de João Taborda da Gama, de elogio de Saldanha Sanches, com o título "Sampaio da Nóvoa Presidente", a que passo a responder.


A questão das provas de agregação do Saldanha Sanches, aí referidas, toca-me particularmente, visto que fiz provas alguns dias depois, envolvidas em idêntica turbulência.


A lei que protocolava a realização das provas datava do regime da ditadura, assinada ainda por Américo Tomás. A votação consistia na escolha de uma bola preta ou de uma bola branca por cada membro do júri e depois procedia-se à contagem. O que estava legislado e era escrupulosamente cumprido era que a votação fosse anónima, em urna fechada. Cada catedrático ia escolher sob as longas mangas da beca uma bola preta ou branca num recipiente onde estavam misturadas e depois colocava-a na urna. Esta cena medieval passada à porta fechada do conselho da faculdade dava lugar a todos os maus instintos, cobardias, vinganças pessoais e sobretudo políticas. E, naturalmente, a um grande stress dos candidatos. Finalmente abriam-se as portas e era anunciado o resultado. Poder absoluto e anónimo. Sampaio da Nóvoa, enquanto reitor, manifestou-se várias vezes contra esta lei, o que aliás deixou escrito em ata. Finalmente, por influência da sua orientação e por vontade de Mariano Gago, a lei foi abolida e substituída por outra, em que a votação deixou de ser anónima.


Ora acontece que, quando a nova lei foi publicada, já as nossas provas, a minha, a do Saldanha Sanches e a de um colega da Faculdade de Ciências, tinham data marcada. Todavia, na publicação da nova lei estava escrito que só 15 dias depois passava a ser aplicada. Prevendo por razões óbvias o que se poderia passar comigo e com o Saldanha Sanches, o reitor Sampaio da Nóvoa telefonou--me, telefonou ao presidente do Conselho Científico da FML, telefonou ao Saldanha Sanches e chamou-nos, facultando a possibilidade de requerermos um adiamento para datas posteriores à aplicação da lei. Sou testemunha de que tivemos essa possibilidade, mas nem eu nem o Saldanha Sanches quisemos. Criaturas que gostam do risco... Saldanha Sanches chumbou. O júri dele foi presidido na Faculdade de Direito pelo reitor Sampaio da Nóvoa, o qual não podia votar. O que se passou na discussão dentro do conselho ninguém sabe, ninguém pode saber, mas os que lá estavam sabem com certeza. Perante isto Sampaio da Nóvoa voltou a telefonar-me, mas eu insisti em ir a provas nessa data. Ele resolveu então ir assistir às minhas provas "à paisana", para testemunhar.


Eu passei, mas as bolas pretas foram muitas e eu sofri um grande stress, que nunca esquecerei. Houve catedráticos que há anos não punham os pés na faculdade e que foram lá só para pôr... a bola preta, claro. Durante as provas um dos catedráticos arguentes virou-se para o reitor, que estava entre o público, e disse "eu não sei se o senhor reitor está aí por causa da candidata se é para me ver a mim". Tal como aconteceu a colegas de todas as faculdades, que me precederam ao longo dos anos, foi impossível não passar a desconfiar de algumas pessoas autoras de eventuais bolas pretas."


quinta-feira, 9 de abril de 2015

vistos gold e manipulação de concursos públicos

 


 


 


 


Segundo o I, o "presidente do Instituto dos Registos e Notariado manipulava os concursos públicos no âmbito da CRESAP". Estas notícias são recorrentes na administração pública e nos diversos sistemas. Há destituições, demissões, reclamações e por aí fora. O que mais surpreende é o incumprimento de um dever por parte de quem exerce um cargo público: o dever inalienável de imparcialidade.

segunda-feira, 30 de março de 2015

paz no futebol

 


 


 


 


O futebol pode estar em paz.


 


BES, a PT, o BPI e por aí fora, como outrora o BPN, o BCP, o BANIF e os investidores GOLD do BPP, talvez não continuem a alimentar o poço sem fundo da industria do futebol, mas haverá sempre russos e árabes para juntar aos offshores regulamentados por quem cortou, corta e cortará a eito nos do costume.


 


É certo que cortam, mas também se reconheça que lhes dão alegria, emoções fortes e muito para pensar, imaginar, discutir, suspeitar, adivinhar, desmontar e até concordar. E convenhamos: o investimento no Ronaldo, por exemplo, tem um valor de mercado superior à despesa com uns 200 mil pensionistas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Da guerra aos professores: números e curiosidades

 


 


 


 


A guerra aos professores, confessada por António Costa do PS, foi declarada em 2006 e prossegue. Tem tido picos. Nuno Crato perpetrou o mais elevado e sairá ao nível de Lurdes Rodrigues.


 


Do primeiro dia de aulas de 2006/07 até ontem, leccionei 2976 aulas a 1176 alunos (não contabilizei as inúmeras substituições).


 


Como sou sempre o primeiro a chegar à aula (e com os alunos da puberdade a preparação do espaço nos intervalos, se existirem, ajuda muito) e o último a sair (na minha disciplina a eficiência tem, desde sempre e também nestes mais de 30 anos de professor, uma relação directa com a eficácia e não é uma qualquer epifania tardia), organizei 94310 minutos e meio da actividades lectivas como tempo potencial de aprendizagem. Durante esse tempo, seleccionei exercícios critério das seguintes unidades didácticas: atletismo (872), basquetebol (1213), dança moderna (24), exploração da natureza (22), futebol (979), ginástica (2051), jogos pré-desportivos com inclusão do andebol e do badminton (570), natação (55) e voleibol (950).


 


Estou a obter informação num software que criei para a gestão das aulas e para a avaliação dos alunos.


 


Os relatórios ficam à distância de um clique e da necessidade de informação para apoio à tomada de decisões. Podia divulgar as notas que dei, o tempo dos exercícios critério de cada unidade didáctica, o número de raparigas e rapazes, os anos de nascimento e por aí fora. Não estou a usar folhas excel nem calculadoras. É quase uma década com lançamento de dados em todas as aulas.


 


E é interessante olhar para o que é que os atacantes dos professores fizeram nos domínios da organização e da gestão escolar nesse período. Era importante que esses beligerantes prestassem contas no domínio da eliminação da hiperburocratização, analógica e digital, com que inundaram as escolas e que não tergiversassem com simulações de autonomia no regime mais do mesmo desta vez disfarçada de municipalização rumo à sacrossanta privatização. Aliás, há três certezas sobre o desempenho do mainstream: parou no século passado, é avesso a procedimentos que dão mesmo trabalho e que produzem conhecimento e lançou o país no estado em que estamos.


 


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Parte do layout do sumário dos projectos de aula - base de dados construída em filemaker. 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

a actual maioria a defender a despenalização das drogas leves?

 


 


 


 


Quando se lê que a actual ministra da justiça defende a despenalização das drogas leves e a consequente venda em farmácias, até nos beliscamos com a coerência da direita dos interesses. Será que em ano eleitoral ainda vão defender a escola pública, o serviço nacional de saúde e o programa do Syriza?


 


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Imagem da rede sem referência ao autor.