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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Reerguer depois da tempestade




"Um camião equipado para fisioterapia, uma associação pronta a ajudar a comunidade e a boa vontade de algumas empresas fazem do projecto “Leiria Unida” uma âncora depois da tempestade."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

De perplexidade em perplexidade

 



Tenho vários familiares e amigos que residem nas zonas mais atingidas pelo comboio de tempestades. Desde 28 de Janeiro que têm a vida suspensa. Foi, portanto, com perplexidade que vi o primeiro-ministro afirmar à Sicn, no dia 12 de Fevereiro, que ia contactar os espanhóis para a redução do caudal do rio Mondego. Como o rio nasce na serra da Estrela, e faz o percurso até à foz em território nacional, a declaração criou estupefacção. O primeiro-ministro está há 15 dias a lidar com planos emergência e de evacuação que incluíam subidas abruptas de caudais de rios desde o início, e até accionou um estado de calamidade, e não pode ignorar que um dos principais rios não nasce em Espanha. Não pode ser. Ainda por cima acumula a pasta da administração interna. Vi o vídeo duas vezes e confirmei o lapso. Se o chefe do executivo ignorava, não se sabe se ainda ignora, onde nasce o rio Mondego, o nível de confiança das populações não estará em muito bom estado.

O primeiro-ministro de Portugal não sabe que o rio Mondego nasce na serra da Estrela?!

Anda pelas redes sociais um vídeo com declarações do primeiro-ministro de Portugal à SicN a afirmar que vai contactar os espanhóis para a redução do caudal do rio Mondego. Então o primeiro-ministro de Portugal não sabe que o rio Mondego nasce na serra da Estrela?! Estou perplexo.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

das "reformas estruturais"

 


 


 


 


Já não consigo ouvir os repetidores da urgência das "reformas estruturais". Foram tantos os reformadores que o Estado ficou sem norte. Quem os ouve, até julga que aterraram ontem. No caso das escolas, que conheço melhor e que foram alvo de reformas do outro mundo, só não caem em calamidade visível porque a natureza é outra e a mediatização também. Aliás, se em vez de autarquias tentadas a "gerirem" empresas, escolas, hospitais e tribunais, elegêssemos autarcas com competências, responsabilidades e instrumentos para a gestão do território, talvez a agenda mediática não desolasse tanto. É evidente que essa municipalização obedecia ao questionamento de uma qualquer, e poderosa, norma-travão-oligárquica que explica tragédias visíveis e um sem número de invisíveis.


 



Nota: as incontestáveis alterações do clima não explicam a desertificação do interior nem o abandono da floresta e da agricultura. Num momento destes, seria bom que os protagonistas políticos olhassem para a história das suas organizações.



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PATRÍCIA DE MELO MOREIRA / AFP / GETTY IMAGES

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

das tragédias e das repetições

 


 


 


É tal a vaga de repetições, que nem as tragédias escapam. Só as vidas singulares ceifadas pelas chamas é que contrariam a tendência. Incêndios e horror preenchem o imaginário. Dá ideia que, nos dias quentes, Portugal não é um país fiável para circular. Aos "eternos" problemas organizacionais, somam-se as alterações no clima. No rol de acusações sobressai a antiga, e fundamentada, desconfiança nos serviços de Protecção Civil que mergulharam na rotação de "boys&girls".


 



Adenda para duas perplexidades: Miguel S. Tavares, no telejornal da SIC, repetiu um dos seus pogrom´s preferidos: "mesmo depois de Pedrógão, o Governo gastou 90% do tempo para o OE2018 a discutir aumentos dos funcionários públicos e de incêndios nada".


Ouvi, depois e com fundamento, a possibilidade de uma onda terrorista (sim, terrorista) provocadora de incêndios em paralelo com outra onda: queimadas em série porque já se anunciava chuva.


 


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

da pausa mediática

 


 


 


Apesar da ubiquidade dos media, uma pessoa lá se afasta umas semanas do turbilhão na esperança de que a distância e o silêncio aumentem o grau de inteligibilidade. Contudo, o regresso continua a trazer perplexidades. Não tanto o tragicómico Trump - só a sua aparição no ecrã põe o mundo a rir para embaraço norte-americano - mas principalmente o terrorismo, as mortes e as tragédias lusitanas. Por cá, os fenómenos mortais são provocados por incêndios - pela incapacidade, com décadas, dos poderes políticos (central, regional e local) em cuidar de valores preciosos como a organização e a gestão do território (para cúmulo, a plateia substituiu os culpados: dos pirómanos da aldeia passou-se para a máfia organizada) - e pela queda de um carvalho. Não se belisque. Foi mesmo isso. Sim, uma árvore caiu e matou mais de uma dezena de pessoas e deixou umas cinco dezenas de feridos. E não se pense que aconteceu numa área vastíssima ou por acção de um tufão. Foi numa ilha (741 km²) tutelada pelos Governos central e regional. No caso (um parque), havia ainda a supervisão de uma Câmara Municipal, de uma Junta de Freguesia e de uma instituição religiosa; será o ministério público a apurar "a eventual responsabilidade". E, ao que consta, o dia esteve solarengo e sem vento e há muito que os avisos técnicos alvitraram a possibilidade da queda: a árvore estava oca. E é isto. Afinal, sem novidades. Ninguém tinha a incumbência de zelar pela verticalidade e conteúdo das árvores de grande porte. É um sossego, realmente.


 


2ª edição


 


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 algures no Oeste de Portugal continental


dia de praia perfeito


Agosto de 2017

sábado, 19 de agosto de 2017

da desintoxicação mediática

 


 


 


Apesar da ubiquidade dos media, uma pessoa lá consegue afastar-se umas semanas do turbilhão na esperança que a distância e o silêncio aumentem o grau de inteligibilidade. Contudo, o regresso continua a trazer perplexidades. Não tanto o tragicómico Trump - só a sua aparição no ecrã põe o mundo a rir para embaraço norte-americano - mas principalmente o terrorismo, as mortes e as tragédias lusitanas. Por cá, os fenómenos mortais são provocados por incêndios - pela incapacidade, com décadas, dos poderes políticos (central, regional e local) em cuidar de valores preciosos como a organização e a gestão do território (para cúmulo, a plateia substituiu os culpados: dos pirómanos da aldeia passou-se para a máfia organizada) - e pela queda de um carvalho. Não se belisque. Foi mesmo isso. Sim, uma árvore caiu e matou mais de uma dezena de pessoas e deixou umas cinco centenas de feridos. E não se pense que aconteceu numa área vastíssima ou por acção de um tufão. Foi numa ilha (741 km²) tutelada pelos Governos central e regional. No caso (um parque), havia ainda a supervisão de uma Câmara Municipal, de uma Junta de Freguesia e de uma instituição religiosa; será o ministério público a apurar "a eventual responsabilidade". E, ao que consta, o dia esteve solarengo e sem vento e há muito que os avisos técnicos alvitraram a possibilidade da queda. E é isto. Afinal, sem novidades. Ninguém tinha a incumbência de zelar pela verticalidade das árvores de grande porte. É um sossego, realmente.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

da mediatização da lista

 


 


 


A mediatização à volta da lista com o número de mortos em Pedrógão Grande atingiu um qualquer grau abaixo de zero.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Tancos à vista

 


 


 


Tancos entrou também em pós-verdade e factos alternativos. Há militares detidos por corrupção em produtos alimentares ("num processo com meses"), mas não se relacionará com Tancos. Pode dar jeito, pode ser pós-moderno, mas é precipitada a relação. Há uns anos que "privados fazem segurança a instalações das forças armadas" (os neoliberais proletarizaram os serviços públicos e agora rasgam as vestes de indignação com a sua ineficácia), mas isso não se relacionará com Tancos. Tancos relacionar-se-á "com assaltos recentes e semelhantes em França e na Alemanha". É uma relação grave numa intolerável insegurança. Se acrescentarmos a silly season e o estado da oposição, o observador registará a chegada do "trumpismo" e omitirá o facto alternativo da "fusão ibérica da EDP". Um neoliberal suspirava: Tancos à vista.