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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

o "charlie hebdo", as manifestações e o poder mediático

 


 


 


 


 


Impressionou-me ver milhões de pessoas a manifestaram-se, ontem, em Paris, em defesa da liberdade e da democracia e a afirmarem que é inalienável a matriz que nasceu na Grécia.


 


Mas a marcha pela República deixou-me com sentimentos contraditórios. Já passei por algo semelhante em manifestações históricas e em que vi, uns dias depois, milhares desses manifestantes a "desobedecerem", sem surpresa, é certo, ao compromisso em nome dos interesses mesquinhos. Claro que os da fila da frente se sentiram ainda mais autorizados para também falharem os compromissos.


 


Só que ontem a contradição foi mais profunda. Políticos da família de Merkel ou Juncker a desfilarem com aqueles propósitos permite registar a forma oportunista como o poder vigente surfa a resposta dos cidadãos que têm sido vítimas das políticas austeritaristas. A fila da frente tinha ainda personagens com uma história recente de arrepiar. Foi uma encenação organizada com o poder mediático. Amanhã regressam à cartilha. Os profissionais do Charlie Hebdo considerariam isto uma nova morte e era tremendamente injusto.


 


Embora presente por breves minutos, é certo, a fila da frente podia integrar, mesmo que como convidada especial, uma manifestação da ausente Frente Popular ou empunhar um cartaz do Goldman Sachs ou do grupo de Bildeberg. Poucos estranhariam. Esta liderança europeia, fraca com os fortes (e com os comprovadamente corruptos) e impiedosa com os fracos, parece capaz das mais sofisticadas coreografias.


 


Seguem-se duas fotos com ângulos diferentes da fila da frente. Apenas para que conste.


 


 


fila.jpg


isolados.jpg


 


 

quinta-feira, 14 de março de 2013

da biologia das organizações

 


 


 


 


 


O poder nu (Bertrand Russel dá vários exemplos desse poder, mas escolho a "aquiescência" das ovelhas perante o pastor) tem duas fontes principais: o medo e a ambição pessoal.


 


Quando é que há condições para se estabecer um poder nu? Serão várias, certamente, as condições e os contributos. Mas o credo, ou fanatismo, por parte da maioria é essencial. O aborrecimento, a saturação e o amor pela facilidade dão uma grande ajuda.

segunda-feira, 11 de março de 2013

a tempo?

 


 


 


 


Veremos se ainda vamos a tempo de evitar a queda num poder nu. Bertrand Russel dá vários exemplos desse poder, mas escolho a "aquiescência" das ovelhas perante o pastor.


 


 


 



 


 


 


Bertrand Russel (1993:73)


"O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

líderes e seguidores

 


 


 


 


 


A leitura é uma condição essencial para manter um blogue. Há momentos em que um post pode ser apenas um pedaço de uma leitura mais ou menos recente e significar um estado de alma ou fazer uma retrospectiva histórica.




A imagem que escolhi foi retirada de Bertrand Russel (1993:17) "O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos.









quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

excertos

 


 


 


 


É interessante analisar, e discutir se for caso disso, alguns excertos da obra de Bertrand Russel (1993) "O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos.





















segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

das ingenuidades e das agendas escondidas

 


 


 


 


 


 


Li, em Bertrand Russel, aproximadamente o seguinte: sempre que um grupo não consegue o seu objectivo imediato, projecta a frustração em alguém que classifica como ingénuo; em regra, esse alguém ocupa a posição de seguido-não-controlável que alguns membros do grupo desejam para si e que nunca realizam.




Também é comum classificarem como agenda escondida os silêncios dos seguidos-não-controláveis.


 


Pelo que se vai confirmando, os últimos Governos é que não estão cá com coisas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

do labirinto e da falta de nexo

 


 


Esta crónica de Guilherme Valente, editor da Gradiva, acolheu a ideia que colocou em estado de sítio o sistema escolar português nesta década e que promete continuar: o eduquês é da mesma família do poder democrático da escola e os seus defensores são esquerdistas e despesistas.


 


Há quatro conceitos que se baralham e que importa situar: eduquês, democracia, ideologias e desperdício financeiro.


 


O eduquês, talvez patenteado por Marçal Grilo, resume-se ao pressuposto de que mais burocracia atenua o insucesso escolar e gera igualdade de oportunidades. Temos dados empíricos suficientes para infirmar a hipótese e suspeitar do oposto: a má burocracia e o rol de inutilidades que a sustentam são factores dissuasores da mobilização profissional dos professores, desde logo pela saturação com o desperdício informacional.


 


Tem algum fundamento concluir que a responsabilidade pelo logro organizacional é uma patologia esquerdista, embora se deva considerar que as forças políticas com assento parlamentar só foram capazes de acrescentar esquinas ao labirinto e que para além das etiquetas contam as práticas e quem as apoiou. Há, por exemplo, alguma dúvida sobre a forma entusiasta como a direita apoiou, até 2008, J. Sócrates e L. Rodrigues?


 


Tem ainda menos nexo associar o eduquês à defesa do poder democrático da escola. Está até subjacente um preconceito arrepiante: o eduquês é tão mau como a democracia. A História das sociedades e das ideologias mostra-nos que os totalitarismos sempre objectivaram o controle burocrático dos actores e que a libertação dos processos só foi possível com as conquistas da democracia.


 


Os sistemas escolares democráticos são caros e a igualdade de oportunidades não se faz sem algum desperdício financeiro. Quem queira saber algo sobre o modo de aprender, tem de ser cuidadoso, deve perceber que é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento sobre o modus operandi e que os resultados do ensino medem-se também a longo prazo. As conclusões apressadas e os regressos a passados comprovadamente incompetentes são riscos que nem na falência financeira devem ocorrer.


 


Estamos mergulhados num labirinto e num caldo de cultura bullshit. Dos quatro conceitos que preenchem o lugar com saída improvável, há dois que são indispensáveis ao futuro do sistema escolar: a democracia e a eliminação do eduquês.


 

quarta-feira, 23 de março de 2011

lição

 


 


Pode trabalhar-se muito o marketing político, mas o que sobrevive são os conteúdos das boas políticas.


 


A interrogação que se deve fazer passa pelo seguinte: será a história capaz de inscrever a fuga à democracia que se verificou nos últimos anos?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

nada de novo

 


 


"(...) Uma vez mais, não é nada de novo. Doistoievski descreveu-o em Os Possessos: hipocrisia, corrupção intelectual, fascínio pela violência, vício do poder e um conformismo infinito caracterizam demasiados intelectuais. (...)"


 


 


 


 


Rob Riemen no livro de George Steiner, A Ideia de Europa, Edições Gradiva.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

a vez dos conselhos gerais

 


 


 



 


 


 


No auge da luta contra o modelo de gestão muitos professores foram a caminho dos Conselhos Gerais Transitórios com o argumento de que assim estariam por dentro das decisões e que poderiam atenuar a destruição do poder democrático da escola (recebo um ou outro mail a atribuir um qualquer corporativismo à expressão "poder democrático da escola" que uso com frequência; surpreendo-me; surpreendo-me sempre quando a palavra democracia é incómoda).


 


Pois esses senhores professores, e se estão em desacordo com os mega-agrupamentos, peguem na letra e no espírito da lei e digam bem alto de sua justiça. E, já agora, peçam o apoio dos seus parceiros do órgão. Para causas justas não deve ser difícil.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

(des)ordem

 


 


Já escrevi por diversas vezes: sou adepto da responsabilidade individual, não sou dado ao planeamento de momentos, tipo manifestação, que envolvam um grande número de pessoas, em regra apoio as acções de luta e depois reflicto sobre os efeitos.


 


Sei da importância das corporações e reconheço validade às organizações destinadas a defender a profissionalidade dos diversos grupos. Não tenho militância partidária - nunca tive e dá-me ideia que não virei a ter - e sindicalizei-me na primeira hora porque entendi essa acto como uma exigência de cidadania político-profissional, digamos assim. Fiz parte da direcção de um sindicato (organizava jornadas pedagógicas) mas demiti-me ao fim de seis meses - tinha entre 25 a 30 anos de idade -; percebi que a nossa capacidade de decisão estava noutro local.


 


Tudo isto para escrever que a ideia de uma ordem de professores me é indiferente.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

daqui a quanto tempo?

 


 


 



Foi daqui


 


 


No meio de uma calamidade, choca sempre o confronto com a manipulação do número de vítimas ou até com a classificação "turística" da catástrofe; é espantosa a evolução da "categoria" turismo.


 


Para além de tudo, as democracias mediatizadas nada escondem nestas alturas. A simulação do real tem um efeito contrário, ao aguçar o contraditório mediático.


 


A manipulação é uma doença e pode ficar compulsiva.


 

que raio de coisa

 



Foi daqui


 


 


 


Se isto não é uma doença, não sei o que será.


 


 



José Sócrates pressionou o director do "Expresso" para não publicar notícia sobre licenciatura


 


"O director do "Expresso" contou hoje na Comissão de Ética que na véspera da publicação das notícias sobre a polémica licenciatura de José Sócrates, o primeiro-ministro lhe "telefonou a pedir por tudo que não publicasse" o artigo.(...)"


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

se ele diz

 



Foi daqui


 


O jornal 2 da RTP2 entra na relação entre Luís Figo e o Taguspark. As imagens mostram dois executivos do parque (um era o presidente) a entrarem para a Câmara Municipal de Oeiras. Segundo o jornalista, foram chamados pelo edil.


 


À saída, os executivos são peremptórios: "tudo esclarecido". De seguida, sai Isaltino de Morais: "sim, tudo claro. Figo é uma boa imagem para o parque". 


 


Fiquei descansado.